Rede hospitalar
O presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados informa que os capitalistas da saúde querem mais dinheiro público
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Hospital Sirio Libanes |

No Brasil, a pandemia do Covid-19 tem se alastrado de maneira devastadora, provocando até agora mais de 17 mil mortes e cerca de 240 mil infectados, isso apenas uma amostra da realidade pois existe uma escandalosa subnotificação. Devido à ausência de equipamento de proteção adequado e pelas péssimas condições de trabalho, são justamente os profissionais da área da saúde os mais atingidos. Entretanto, o setor que mais tem lucrado com a pandemia no Brasil são os capitalistas na saúde.

Segundo a Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp), maior entidade do setor, entre janeiro a abril de 2020 foram contratados 4,7 mil profissionais, sendo que as contratações relaciona-se com a necessidade de repor os postos dos funcionários afastados pela covid-19 ou pertencerem ao grupo de risco.

O presidente da Associação Nacional de Hospitais Privados informa que existe uma negociação com governo, para que o BNDS abra uma linha de financiamento para o setor.

“Solicitamos empréstimos ao BNDES para ter mais capital de giro. Cada associado procura maneiras de ter crédito para suportar a crise”, afirmou Eduardo Amaro. (saude.estadao.com.br/hospitais-privados-precisam-de-credito-para-cenario-muito-dificil-em-2020-diz-associacao)

A argumentação da associação de Hospitais é que apesar de não haver uma diminuição na ocupação dos hospitais, houve diminuição na realização de cirurgias eletivas e de exames de diagnóstico, por conta do distanciamento social e do uso da rede de atendimento para a pandemia.

Em várias cidades, os governos têm pago por vagas em hospitais privados e uma parcela dos recursos públicos servem para alimentar a rede privada. Além disso, na maioria da rede hospitalar pública, existe formas veladas de privatizações, em alguns casos administrações são feitas por OAS, ou seja por grupos privados.

Os capitalistas da saúde, além de lucrarem com o sofrimento do povo, principalmente na pandemia (há leitos privados vazios que o STF impediu de serem usados pelos governos), eles querem mais dinheiro ainda do governo.

A esquerda que defende os governos estaduais fazem vista grossa para o funcionamento do sistema de saúde no Brasil. Inclusive em diversas localidades os trabalhadores da saúde estão saindo às ruas por melhores condições de trabalho, sendo que existem atrasos de salários e demissões no meio da pandemia. Para exemplificar, em Salvador, a rede privada de saúde que administra o Hospital Evangélico deixa seus trabalhadores com três meses de salários atrasados. A defesa da vida passa pela defesa da estatização do sistema de saúde.

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