Coronavírus
Rondônia, Estado próximo ao do Amazonas, vive situação idêntica quanto ao colapso da saúde

Por: Redação do Diário Causa Operária

O caos instaurado no Norte do País vai se alastrando. Começou com o estado do Amazonas o colapso da saúde pública, como já se sabia, a sujeira que os governos golpistas estavam escondendo debaixo do tapete era tanta que começou a se espalhar.

A situação do Amazonas, sua capital Manaus, e muitas outras cidades reina o caos. Vários estados do país estão servindo de escoadouro para a população contaminada, devido à atitude genocida do governo, dos prefeitos e principalmente do assassino Bolsonaro.

O Estado de Rondônia está sendo a bola da vez. Ontem, em reportagem da imprensa capitalista foi relatado da venal Globo em seu portal G1 da última quarta-feira (27) que não há vagas em UTIs de Porto Velho, Ji-Paraná, Cacoal e Vilhena. Ocupação máxima preocupa também na rede de leitos clínicos em Ji-Paraná. É como se fosse um local onde desempregados que estivessem à procura de emprego e ao chegar ao local encontra uma placa: não há vagas. Assim a situação dessas cidades, só que é devido ao grande contingente de contaminados pelo coronavírus.

Segundo a reportagem são 37 pacientes na fila de espera por um leito de UTI. Na última terça, eram 27 pessoas. Para tentar diminuir a fila, segundo o Governo de Rondônia, 10 leitos foram disponibilizados em Cuiabá (MT), e no estado de Mato Grosso do Sul mais 20, sendo 10 na cidade de Campo Grande e 10 em Três Lagoas.

Ji-Paraná, a segunda maior cidade do estado está com 40 dos 52 leitos do hospital municipal estão ocupados, de acordo com a Secretaria de Saúde.

Após fingirem que a situação estava controlada, os governos facínoras, a exemplo do Bolsonaro deixaram, desde o início da pandemia, a situação da população um verdadeiro caos, no período das eleições dava a impressão que o país havia superado a hecatombe que se iniciou em março. Mas era somente uma transição. Ou seja, o que já era catastrófico no início está incontrolável e, uma das principais razões é a de que o governo, tanto da esfera nacional, estadual e municipal preferiram discutir as transações das privatizações e deixaram o povo de lado afinal, que importância tem o povo.

Um dos principais produtos utilizado em uma pessoa contaminada com coronavírus é o oxigênio, no entanto, o fascista Bolsonaro fechou a fábrica que fabricava entre outros produtos, o oxigênio que, tranquilamente poderia suprir de longe a necessidade por algo tão primordial nesse momento, preferiu fechar a empresa da Petrobras para posteriormente doa-la ao imperialismo.

No estado de Rondônia, nesse momento dizem que as necessidades imediatas são leitos, mas tanto o governador como os prefeitos que nada fizeram para que houvesse qualquer combate ao coronavírus no estado e nos municípios de conjunto, na verdade são muito mais produtos, bem como insumos, a exemplo do Amazonas.

O governador de Rondônia, o fascista Coronel Marcos Rocha (sem partido) com o cinismo que lhe é peculiar fingindo desespero, faz apelo ao Ministro da Saúde, o pupilo de Bolsonaro, o fascista Pazuello, do comandante militar da Amazônia, general Estevam Theophilo Gaspar de Oliveira, que teria colocado aeronaves à disposição para fazer a condução dos pacientes. E indo ainda mais além, ele pediu a médicos para se disponibilizarem a trabalhar em Rondônia.

“Temos todo o pessoal necessário, mas tem uma profissão que faz grande falta no nosso Estado, que são os profissionais médicos”, afirmou, escancarando que o estado capitalista não tem a estrutura básica nem para o bem estar do povo em dias normais. “Faço um apelo aqui ao senhor doutor e à senhora doutora que fizeram o curso de Medicina, que, por favor, venha ajudar aos rondonienses”.

Continuando, agora com a política demagógica, após sua atitude genocida pedindo ao povo que “não podemos permitir que essa doença se amplie. Então, rondoniense, senhor, senhora, jovem, vamos neste momento mantermos a união no sentido de não disseminarmos esse vírus maldito que tem dilacerado famílias.” Afirma o governador Coronel Marcos Rocha.

E desta forma, todos seguem a mesma política de assinar o povo.

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