Mobilizações
A luta contra o fascismo é feita pela força, com o povo nas ruas, não com o verde e amarelo
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Registro de uma manifestação | Foto: Reprodução

A reabertura promovida pelos principais governadores, especialmente de São Paulo, deve ampliar a contaminação de Covid-19 entre a população trabalhadora, que, em sua maioria, sequer conseguiu exercer a quarentena, quando houve, mesmo que precária.

O plano é trucidar o povo com a doença, com a situação trabalhista desmantelada, e, se houver resistência, soltar a Polícia Militar para matar ainda mais gente, conforme ela tem feito no último período, especialmente após o golpe de Estado.

Diante deste cenário, a esquerda não consegue pensar em outra coisa que não seja as eleições. A febre eleitoral é tão grande que mudam de cor, fazem acordo com Fernando Henrique Cardoso, abaixam as bandeiras, entregam as ruas para os fascistas, enfim, tudo para não lutar contra o golpe, e para ganhar votos da direita nas urnas.

A frente ampla, por exemplo, fez suas trapalhadas ainda no 1º de Maio, com um “ato” virtual escandalosamente direitista, com gente que apoiou o golpe desde o começo. Não bastasse, fazem questão de tentar empurrar um pássaro azul e amarelo como sendo representante de alguma “luta”, e, de uma hora para outra, o tucano e o PSDB simplesmente surgem “nas ruas”.

A farofada da esquerda tem um objetivo muito claro: impedir a mobilização do povo em torno das suas reivindicações fundamentais, como a luta contra o Covid-19 e a luta pelo fora Bolsonaro, que, para cair, precisa da população em manifestações gigantescas, com bandeiras e faixas da esquerda. 

Por isso é preciso denunciar essa esquerda conciliadora, e fazer enorme propaganda pela retomada das ruas, das manifestações, para, efetivamente, demonstrar a força da população. Para isso é preciso do vermelho, a cor da luta, dos sindicatos, dos partidos da esquerda combativa, não o contrário, não o disfarce demagogo, dissimulado, do verde e amarelo, branco e azul anil. 

Nesse sentido, a política apresentada, de “abaixar as bandeiras”, é uma política abertamente fascista, para estrangular a luta revolucionária, de esquerda. Tradicionalmente, abaixar bandeiras, é uma política defendida pela extrema direita, por isso o PCO não abaixa, de jeito nenhum.

A bandeira só deve ser abaixada em uma única oportunidade: na cabeça de fascista. Essa é a única oportunidade que a esquerda deve abaixar a bandeira. Ou seja, quando for para varrer o fascismo das ruas.

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