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O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, alcunhado de “príncipe da privataria” pelo jornalista Palmério Dória, declarou, recentemente, que “colocar (hoje) a privatização da Petrobras é querer levar bala, todos são contra”. Com isso, FHC deu uma verdadeira lição de como pensa a burguesia brasileira, principalmente aquela mais ligada ao imperialismo.

A burguesia não tem nenhum freio moral diante do massacre da classe trabalhadora. Seus interesses são muito bem definidos: obter, até onde for possível, o máximo de riqueza através do suor e trabalho alheio. A burguesia só não ataca, só permite algum direito ou alguma migalha à classe trabalhadora quando ela avalia que não é possível ir mais além no momento.

Esse é justamente o impasse em relação à Petrobras. O golpe foi dado, entre outros motivos, para expulsar o Estado brasileiro de qualquer participação na exploração de seu próprio petróleo. Contudo, as contradições internas do bloco golpista ainda não permitiram maior celeridade na venda completa da empresa.

A própria criação da Petrobras foi o resultado da luta popular, que foi simbolizada pela campanha “o petróleo é nosso”. As demissões em massa que acontecerão em uma privatização da Petrobras, bem como a própria reação à privatização em si podem convulsionar os trabalhadores em todo o país. Afinal, o golpe já realizou tantos estragos que uma faísca pode ser o suficiente para que os trabalhadores saiam às ruas em todo o país para enfrentar o governo golpista.

A alta impopularidade da privatização da Petrobras também pode influenciar as urnas. Por causa disso, muitos deputados e senadores não estão dispostos a desgastarem ainda mais sua imagem. E é justamente essa a queixa de FHC: para ele, os políticos brasileiros estariam sendo muito “bonzinhos” com os trabalhadores brasileiros e estão deixando de lado uma reivindicação chave do imperialismo. A solução de FHC é simples: os políticos devem “melhorar a mensagem a ser transmitida”. Isto é, defender a privatização sem defender a privatização.

Se os deputados recorrerão às fabulosas teses sociológicas de FHC ou não, não se sabe. No entanto, o que é certo é que a privatização integral da Petrobras será colocada na ordem do dia em algum momento, assim como a prisão de Lula. Por isso, é necessário uma mobilização permanente contra o golpe de Estado, que só é possível através da criação de comitês de luta contra o golpe que se manifestem contra todos os ataques dos golpistas.

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