Crise aumenta desigualdade.
Com o agravamento da crise, trabalhadores negros e pardos ganham cada vez menos que trabalhadores brancos.
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Rio de Janeiro - Ambulantes vendem água em sinal de trânsito na região da Central do Brasil durante onda de calor que atinge a cidade do Rio de Janeiro nos últimos dias de inverno.
Trabalhadores negros lutando pela sobrevivência. |

As conquistas da classe trabalhadora, assim como de todos os setores oprimidos, de uma maneira ou de outra, caminham sobre a luta entre exploradores e explorados, ou seja, a luta de classes. As reivindicações democráticas, por sua vez, só podem ser alcançadas e, sobretudo, concretizadas, na medida em que há a correlação de forças políticas se torna favorável. Nesse sentido, como sempre, com aprofundamento da crise capitalista – os setores mais oprimidos são os mais prejudicados.

De acordo com a pesquisa “Síntese de Indicadores Sociais – Uma análise das condições de vida da população brasileira 2019”, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgou, nesta quarta-feira (6), que, em 2018, trabalhadores brancos ganhavam, em média, 73,9% a mais do que pretos e pardos, além de receberem, também, 27,1% a mais que as mulheres. Não se trata de meras especulações, segundo o próprio IBGE, –a desigualdade de renda entre os trabalhadores aumentou durante a crise.

A pesquisa, no entanto, revela que os trabalhadores brancos, em qualquer nível de instrução, recebem a mais, por hora, do que os demais trabalhadores. Em 2018, os brancos receberam, em média, por hora R$17, enquanto que os pretos e pardos receberam, em média a quantia R$10,1 por hora. Com ensino superior completo, em 2018, o trabalhador branco recebeu R$32,8 por hora trabalhada, na medida que, para os pardos e negros – o valor da força de trabalho alcançou míseros R$22,7 por hora trabalhada. Vale, porém, destacar que, de acordo com o IBGE, em 2018, a proporção entre o total de trabalhadores que venderam sua força de trabalho era 45,2% de brancos, e 53,7% de negros e pardos. Ademais, os dados revelam, também, a concentração dos trabalhadores negros e pardos nos setores com pior remuneração.

Segundo a pesquisa, em 2018, os setores que demandaram um maior desgaste físico do trabalhador concentraram a maior parte da força de trabalho negra e parda. Assim, a Agropecuária com (60%); a Construção (62,6%); e, por fim o setor de Serviços Domésticos (65,1%), concentraram a força de trabalho negra e parda.

O IBGE destacou, também, o fato de que, entre 2012 e 2014, houve valorização do salário mínimo e, portanto, um maior ganho de renda dos trabalhadores com baixa remuneração. Com isso, o ganho real concede atingiu tanto os trabalhadores cujo rendimento é afetado pelo reajuste no salário mínimo, quanto os trabalhadores que recebem piso salarial oficial. Esse benefício aos trabalhadores foi, segundo o IBGE, equivalente à uma média anual de ganho real do salário mínimo de 2,8% entre 2012 e 2017, enquanto que, em 2018, como consequência do governo golpista de Michel Temer (MDB), houve uma queda de 1,8%. A apuração do IBGE também demonstrou que a categoria de empregador teve o rendimento mais elevado (R$5.689), enquanto que, para os empregados sem carteira assinada, a esmola foi incomparavelmente mais baixa (R$1.237). Esses dados revelam que o capitalismo não tolera igualdade salarial, sobretudo na atual etapa de crise em que se encontra.

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