Perseguição moral às mulheres
O pretexto da defesa da honra utilizado para justificar o esfaqueamento de uma mulher tem a mesma natureza do pretexto de defesa da vida usado para impedir que mulheres abortem
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
ed
Extrema-direita em frente a maternidade tentando impedir aborto de menina estuprada | Foto: reprodução

Em recente decisão sobre uma tentativa de homicídio – em que um homem esfaqueou sua companheira e foi absolvido sob a justificativa de ter cometido o crime em “defesa da honra” – o STF acenou mais uma vez para a direita e manteve a decisão com o argumento medieval de defesa da honra. Este e outros argumentos morais servem de pretexto para a extrema-direita perseguir e reprimir as mulheres que sofrem violência, são estupradas, impedidas de abortar, etc.

Não cabe aqui avaliar a decisão quanto a punição que deveria ou não ser aplicada ao agressor, mas destacar sobretudo como a direita tem avançado cada vez mais nos seus ataques às mulheres e seus direitos principalmente com a ascensão da extrema-direita bolsonarista e religiosa dentro do regime burguês onde estes setores mostram mais abertamente a política de perseguição e ataques às mulheres aplicada desde sempre por toda a burguesia de conjunto mas que fica muito mais evidente com a extrema-direita no poder.

O pretexto da defesa da honra utilizado para justificar até mesmo um esfaqueamento contra uma mulher, tem a mesma natureza do pretexto de defesa da vida usado para impedir que mulheres abortem, inclusive se esta gravidez for resultado de um estupro contra uma criança de 10 anos de idade como vimos há alguns meses quando a direita tentou invadir uma maternidade e forçar que uma menina estuprada pelo tio mantivesse a gravidez.

Estes ataques às mulheres em seus direitos mais fundamentais refletem como um todo a condição da mulher dentro da sociedade capitalista, onde a escravização da mulher ao lar, aos filhos possui motivos econômicos e de classe, uma vez que a mulher trabalhadora, presa à família, é retirada quase que completamente das discussões fundamentais para ela quanto mulher e para sua classe quanto trabalhadora.

Esta questão econômica é propositalmente revestida de toda uma caracterização moral e religiosa, expressa na defesa incondicional da família. Isso para justificar o aprisionamento da mulher de forma irracional e impenetrável pelo viés da moral e da religião, o que é levado adiante pela extrema-direita com o total apoio da direita “civilizada”, que usa os fascistas para fazer o trabalho sujo, impopular e mal visto pela classe trabalhadora.

A extrema-direita tem avançado no regime mas sem nenhum apoio real da classe trabalhadora, que é terminantemente oposta a violência contra a mulher, ao estupro, à imposição de gravidez indesejadas, a perseguição e repressão contra a mulher, etc. É evidente por tanto que os interesses da burguesia vão contra os interesses das mulheres e da classe trabalhadora e por isto é viável e necessário mobilizar as massas trabalhadoras, as mulheres e demais explorados contra estes ataques crescentes para barrar a ofensiva da direita fascista contra as mulheres e contra os trabalhadores.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas