Oriente Médio
O presidente do Irã afirmou que as sanções econômicas impostas pelos EUA têm prejudicado severamente a capacidade de enfrentamento do coronavírus.
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O presidente do irã, Hassan Rouhani, afirmou que as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos têm prejudicado de maneira severa o enfrentamento ao coronavírus no país. O número de mortos passou para 611 neste sábado.

Em carta enviada a vários líderes mundiais Rouhani pede que os governos não cumpram as sanções americanas. O Irã é o país mais afetado pela epidemia no Oriente Médio e solicitou ao Fundo Monetário Internacional (FMI) 5 bilhões de dólares como empréstimo emergencial para combater o coronavírus.

O surto afetou as empresas iranianas e deve se abater sobre as exportações não associadas com o petróleo. Diversos países vizinhos e parceiros comerciais fecharam suas fronteiras, o que restringiu ainda mais as relações econômicas do país. Uma alta autoridade sanitária informou, neste sábado, que o número total de infecções estava em 12.729.

As sanções americanas têm atingido duramente a economia iraniana, em particular o seu setor principal, que é o de exportação e petróleo e gás, fonte fundamental das receitas governamentais. Com o surto e a restrição das relações comerciais, é possível que haja contração do PIB neste ano.

As mortes no Irã são de responsabilidade da política criminosa de sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, uma vez que estas atingem não o governo, mas a população em seu conjunto. As sanções ocasionam desemprego, piora nas condições gerais de vida, pobreza e debilitam a infraestrutura pública do país.

 

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