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Nossa imprensa denunciou ostensivamente em dezembro passado a farsa da “punição” com “perda do cargo” pelo general do Exército Hamilton Mourão, como consequência por suas declarações em palestra realizada no Clube do Exército em Brasília.

Na ocasião, o militar além de reafirmar a sua defesa de um golpe militar, exaltar as atrocidades cometidas pela ditadura resultado do golpe de 64, ainda espezinhou publicamente o presidente golpista Michel Temer, classificando o seu governo como um “balcão de negócios.

Diante dessa segunda manifestação pública – a primeira, com conteúdo semelhante havia sido proferida na Loja Maçônica, também em Brasília, em setembro de 2017 – foi buscado um arremedo de punição, a fim de encobrir a insubordinação de um alto comandante do Exército ao Presidente da República, conforme reza o artigo 161 da Constituição Federal.

Por ato do comandante do Exército, general Villas-Bôas, Mourão foi transferido do cargo de Secretário de Economia e Finanças do Exército para o de adido na Secretaria Geral do Exército, até ir para a reserva compulsória em março próximo.

Essa medida revelou-se de um absoluto cinismo por parte do alto comando do Exército por um lado e por outro, demonstrou o grau de decomposição do governo golpista de Temer, que tem na sua figura símbolo, o próprio presidente, um boneco ao estilo Judas Iscariotes, na malhação do sábado de aleluia da tradição católica.

O general Mourão não apenas não foi transferido de cargo, como continua impávido chefiando uma das principais secretarias do Exército.

Sem dúvidas de que o resultado não é de se admirar. Todo o discurso golpista de Mourão não é produto da sua mente doentia (muito embora, como todo fascista, o discurso espelhe a degenerescência mental), mas é avalisado pelo alto comando do Exército, a começar pelo comandante Vilas-Bôas. Não foi a toa que as duas manifestações públicas de Mourão (setembro e dezembro) tenham sido precedidas por reunião do alto comando do Exército.

A iminência de um golpe militar no país está mais presente do que nunca. É necessário que os movimentos sociais, os partidos políticos verdadeiramente comprometidos com os anseios populares, os movimentos democráticos ressoem pelo quatro cantos do país essa ameaça e convoquem o povo para a rua, única maneira efetiva de derrotar o golpe.

Em 64, esses mesmos movimentos cometeram um erro grave por acreditar que não havia ameaça de golpe, os militares estavam comprometidos com o Estado Democrático, etc, etc.

Não podemos nos colocar na perspectiva de repetir o erro por uma segunda vez, sob pena de sermos cúmplices do esmagamento do povo brasileiro.

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