Conspiração direitista
O golpe de Estado foi articulado e executado por um conjunto de forças direitistas e reacionárias, as mesmas que hoje se agrupam em torno à frente ampla
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Dilma Rousseff e o vice presidente Golpista, traidor, Michel Temer | Foto: Reprodução/dois pontos

No dia 31 de agosto de 2016, portanto hoje completam-se quatro anos, a presidenta petista Dilma Rousseff, eleita democraticamente pelo voto popular foi afastada de forma definitiva do seu cargo por um processo ilegítimo e golpista deflagrado por um conjunto de forças políticas direitistas e reacionárias, que se articularam com os grandes meios de comunicação; os setores mais importantes do grande capital nacional e internacional; os militares de alta e média patente, e que contaram, para a conclusão final do conluio, com a chancela do judiciário nacional, que ofereceu  legitimidade à fraude orquestrada. O processo golpista deu início ao que hoje se vê de forma nua e crua aos olhos de todos, materializado na enorme destruição que vem sendo operada no país pelo governo de extrema direita, beneficiário direto da conspiração.

Vale destacar que o ataque ao governo eleito foi levado adiante por setores agrupados no que hoje se denomina “Centrão” (PSDB, DEM, PSD, MDB, PP e outros), contando também com personalidades políticas que formaram desde 2016 uma coalizão para a deposição da presidenta, as mesmas forças políticas impopulares, repudiadas pela população e que se insurgiram de forma antidemocrática contra o resultado legítimo das urnas em outubro de 2014. São os mesmos que sempre advogaram a aplicação da agenda neoliberal para o país, neste momento sendo implementada de forma devastadora pelo atual governo, que opera a serviço e em consonância com os interesses do grande capital imperialista, uma das forças articuladoras e financiadoras do golpe.

A ascensão da extrema direita, que hoje ocupa o poder, somente foi possível em razão da ampla atuação ilegal de instituições do Estado (parlamento, judiciário, etc), que se consorciaram para golpear a vontade soberana da população, o que resultou nas maiores ilegalidades constitucionais, solapando todas as mais elementares regras do ordenamento jurídico em vigor. A maior de todas essas arbitrariedades ficou expressa na prisão ilegal e inconstitucional do ex-presidente Lula, vitima de todas as mais escandalosas violações perpetradas pelo judiciário, conduzidas pela golpista Operação “Lava-Jato”, coordenada diretamente pelos agentes policiais do imperialismo, o FBI norte-americano. Lula ficou ilegalmente encarcerado por 580 dias; teve seus direitos políticos cassados pela infame justiça, e acabou sendo impedido de concorrer às eleições de 2018, o que foi determinante para a eleição do presidente impostor de extrema direita, fascista, Jair Bolsonaro.

A ação ilegal contra o governo eleito legitimamente não só pavimentou o caminho para a chegada da extrema direita e dos neoliberais ao comando do país, como abriu as comportas para a implementação do programa econômico da própria direita dita “civilizada”, responsável pela conspiração golpista. O ataque sistemático às condições de vida da população, concretizada na liquidação da previdência; a reforma trabalhista; a destruição dos serviços públicos (saúde, educação, etc); o leilão em massa de empresas estatais; a entrega do petróleo às multinacionais; a privatização dos serviços de saneamento; os cortes nos programas sociais; o congelamento dos investimentos públicos por 20 anos, e todas as demais outras medidas de liquidação da economia nacional, evidenciam a enorme submissão do país aos interesses do grande capital e do imperialismo.

A única resposta consequente a todo este quadro trágico e catastrófico, a única perspectiva viável que se apresenta como viável para a reversão de toda esta enorme hecatombe social é a luta em torno a um programa que coloque na orem do dia, em primeiro plano, a unidade de todas as forças progressistas e populares para expulsar da cadeira presidencial o ocupante clandestino e sua gang de criminosos, materializada na palavra de ordem de “Fora Bolsonaro”, fora todos os golpistas, por novas eleições gerais, com a restituição de todos os direitos políticos ao ex-presidente Lula.

 

 

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