Eterno Galo de Ouro
Esta conquista em 1960 nos ringues de Los Angeles mostrou a força do povo brasileiro ainda que a maioria da imprensa burguesa nacional se nega a comemorar tão importante feito.
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EDER JOFRE TAMANHO CORRETO
Eder Jofre | Foto Flick Doutor Marcel

Em 18 de novembro de 1960, o Brasil e principalmente a cidade de São Paulo estavam em festa. Pois naquele dia, um paulistano do bairro operário e tradicional do Peruche tinha conseguido um feito impressionante e inédito para o esporte brasileiro. Visto que o campeão brasileiro e sul americano Eder Jofre, aos 34 anos, após uma sequência de 37 lutas, se sagrou campeão mundial invicto na categoria peso galo pela National Boxing Association (NBA), atualmente a World Boxing Association (WBA), traduzindo Associação Mundial de Boxe, ao derrotar por nocaute o mexicano Eloi Sanchez no Olympic Auditorium de Los Angeles.

A luta extremamente difícil e equilibrada pode ser vista no documentário Quebrando a cara de Ugo Giorgetti (1986), onde Eder Jofre enfrentava o boxeador que tinha derrubado o campeão mundial Jose Becerra e feito este se aposentar. Felizmente no sexto round o futuro “Galo de Ouro” encaixou um soco que garantiu o nocaute do seu oponente.

Em 2017 o site especializado sobre boxe Ringue 13 trouxe a descrição da narração de Flávio Araújo, radialista que imortalizou vários confrontos de Jofre:

“A brilhantíssima carreira de Eder Jofre atinge o seu ponto extraordinário fulminante esta noite aqui, no Olympic Auditorium, em Los Angeles. […] O Brasil acompanha com emoção e nós poderemos ter essa noite um campeão do mundo. […] Eder está vivo, Eder está presente. Colocou-se nas cordas e naquela posição poderia estar inferiorizado, mas ele sai colocando os golpes. Tentou a esquerda, esquivou-se rapidamente, faz o pêndulo, mas não saiu das cordas. O lance é perigoso. Eder colocou a esquerda por baixo. Sensacional. Ele colocou a esquerda no fígado. Eloy Sanchez está pelo solo, desta vez não vai ter condições. Contagem pelo 4, 5, 7, atenção, Eder pode ser campeão daqui a pouco. Eder Jofre, campeão mundial de boxe num momento extraordinário. A vibração dos brasileiros. […] emoção extraordinária meus amigos de todo o Brasil. Nós temos um campeão mundial de boxe. Eder Jofre extraordinário.”

Éder Jofre, treinado pelo seu pai, o argentino Aristide Jofre, permaneceu campeão mundial da categoria até 1965 quando interrompeu a carreira após duas derrotas por pontos para o japonês Masahiko “Fighting” Harada. Mas em 1969, ele retornou aos ringues na categoria acima a peso pena e foi campeão mundial em 1973. O falecimento do seu pai em 1974 fez ele se afastar das competições profissionais, deixando o titulo vago do peso pena e passou a fazer somente lutas de exibições até 1973.

Em 2019 a World Boxing Council (WBC) reconheceu também como o campeão dos galos pela entidade , em 1963, o que fez dele tricampeão mundial. Em sua carreira profissional, o Galo de Ouro somou 81 combates com somente duas derrotas por pontos para Harada em 1965 e 1966 . Já em 2002 a revista The Ring, revista especialista sobre o tema, o listou como o nono melhor pugilista  da era moderna. Por fim cabe citar  que em 2006 a International Boxing Research Organization, (IBRO), uma organização criada em 1982 para auxiliar na preservação da história do boxe, como o maior peso galo de todos os tempos.

Entretanto vemos que atualmente os principias veículos de comunicação e programas esportivos se omitiram em citar o aniversário da sua conquista com exceção do jornal da Família Frias que trouxe uma entrevista do seu genro Antonio Oliveira, casado com Andreia Jofre, onde ele reclama do esquecimento sobre estas conquistas impressionantes de Eder Jofre que hoje aos 84 anos, tem sofrido de encefalopatia traumática crônica, uma doença que acaba por afligir a maioria dos boxeadores.

É possível encontra na internet a reportagem de 2010 quando o Jornal Nacional promoveu o encontro entre os dois oponentes de 1960. Mas passados dez anos, a impressão que se tem é que os grandes órgãos de imprensa e de televisão buscam atualmente desmerecer e rebaixar a força do povo brasileiro, jogando no esquecimento figuras memoráveis, homens e mulheres, como Santos Dumont, João Cabral de Melo Neto, Carolina Maria de Jesus, Lima Barreto, Ademar Ferreira da Silva ou Maria Esther Bueno.

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