Fascismo no Brasil
Hermann Esser pode ser visto hoje como um símbolo propagandistas do fascismo brasileiro, que se dedicam à destruição da classe trabalhadora
Hermann Esser | Foto: Reprodução
Hermann Esser | Foto: Reprodução

Há 40 anos, morria Hermann Esser. Filho de funcionário público, em Baviera, na Alemanha, nasceu em julho de 1900, na entrada do século XX, onde o capitalismo viu sua fase industrial se consolidando. Participou ativamente do Partido Social-democrata Alemão, mas formou, junto a outros nomes, o Partido dos trabalhadores Alemães (GPW), em 1919, de forte matriz antissemita, o que agradou a Hitler. Logo depois, o GPW mudou-se oficialmente para Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães, o partido nazista, responsável por uma das maiores atrocidades da humanidade.

Esser foi o encarregado da propaganda nazista, ainda que não tenha participado da Beer Hall Putsch, em 1923, alegando problemas de saúde, fugindo para a Áustria, em 1924, e preso por três meses.

Segundo Louis Snyder, seu biógrafo, Esser “não tinha as inibições que até Hitler tinha”. E prossegue: “Uma escapada após a outra. Um desordeiro impetuoso e arrogante, ele foi preso repetidamente por comportamento ilegal. Os escândalos em sua vida privada provaram ser um risco até mesmo para o Partido Nazista”, o que transparece uma imagem desumana e oportunista por parte do propagandista.

Hermann foi fundamental no funcionamento da Alemanha nazista, conforme o próprio Hitler, ao considerá-lo de suma importância para o partido. Em 1928, ganha destaque e em 1929 torna-se conselheiro municipal em Munique, sendo em 1932 delegado do Landtag da Baviera.

Finalmente no poder, em 1933, Hitler o nomeia como Ministro da Economia de Baviera, demitido dois anos depois, segundo Snyder, pelos escândalos da sua vida pessoal, especificamente por ter agredido uma jovem burguesa, entre outros fatos públicos.

Como se sabe, um dos mecanismos da ideologia dominante é a propaganda. Trata-se da disseminação, de forma silenciosa ou explícita, das diversas formas de opressão capitalista. Foi assim, por exemplo, que o nazismo se sustentou: com uma grande estrutura publicitária, liderada por nomes como Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda nazista, que capturou o imaginário popular com as mais diversas perversões como forma de formular e incutir ideias em prol do partido.

É preciso conhecer história, dado que Hermann Esser pode ser visto hoje como um símbolo dos diversos propagandistas do fascismo brasileiro, que dedicam grande parte de sua trajetória de vida em prol da destruição da classe trabalhadora com mentiras e disseminação de informações deturpadas. Sujeitos diretamente financiados por grandes corporações para incutir no imaginário popular uma ideologia falsa de oposição à burguesia, beneficiando-se da destruição da política nacional e, ao mesmo tempo, operando publicamente como “reveladores da verdade”.

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