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Imperialismo prepara a guerra

Guinada “antineoliberal” de Joe Biden é plano dos banqueiros

Como no primeiro ano de Obama, Biden aplica uma política “antineoliberal” para segurar um pouco a crise, preparando um esmagamento ainda maior da classe operária internacional

Tempo de Leitura: 3 Minutos

Democratas Biden, Harris e Pelosi aliviam a pressão se preparando para um novo ataque. – Foto: Reprodução.

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O presidente dos EUA Joe Biden assumiu o cargo em janeiro de 2021 em meio à gigantesca crise econômica, social e política em que passam quase todos os países do mundo, com destaque para os próprios Estados Unidos. Ele que é um representante dos maiores inimigos da classe operária internacional, os grandes monopólios imperialistas, impressionou alguns setores da esquerda com uma política de injetar 1,9 trilhão de dólares na economia para auxiliar os afetados pela pandemia. Apesar da aparência esquerdista, a política de Biden é aquela definida pelos banqueiros e se assemelha muito à de Obama no início de seu governo, o que é extremamente perigoso.

Em 2008 quando o capitalismo internacional entrou em uma de suas maiores crises históricas, que até hoje não foi superada, o imperialismo escolheu um candidato de aspectos esquerdistas para se contrapor, em aparência apenas, ao governo super neoliberal e bélico de George W. Bush. Obama, o primeiro presidente negro, com o apoio dos imigrantes e negros do país, supostamente criaria uma nova era na política norte-americana.

A conjuntura política se assemelhava muito a atual, um presidente ultrarreacionário como uma enorme propaganda para pintá-lo de progressista assumia um governo em uma enorme crise. O primeiro ano do governo Obama também contribuiu para se criar esse mito, ele injetou uma gigantesca quantidade de dólares na economia para salvá-la, chegaram até a cunhar que sua política seria keynesiana. Contudo, rapidamente a máscara caiu, a partir de 2010 sua política retornou à tradicional política neoliberal de massacrar completamente a classe trabalhadora que levou o país a uma miséria tão extrema em que a população preferiu o fascista Trump à seguidora de Obama, Hillary Clinton.

Ainda pior, a política de recuperação econômica de 2009 coincidiu com o início do período dos diversos golpes de Estado na América Latina e no Oriente Médio. Para sustentar os gastos, o imperialismo jogaria o peso da crise nos países atrasados. Assim o governo Obama-Biden organizou os golpes em Honduras, no Paraguai, no Egito, na Líbia, no Brasil, no Equador e as tentativas de golpe da Síria, em Nicarágua, na Venezuela, só para citar algumas. Essa política imperialista do primeiro governo Biden deve abrir um grande sinal de alerta para todos os povos dos países oprimidos.

Agora, da mesma forma que Obama em seu primeiro, ano Biden aplica um plano trilionário na economia com um aspecto ainda mais esquerdista como, por exemplo, um auxílio emergencial de 1.400,00 dólares para todas as famílias de baixa renda. Apesar da experiência brasileira mostrar que esse tipo de política pode ser aplicada pela direita, afinal foi o congresso nacional que aprovou o auxílio de 600,00 reais, setores da esquerda ainda não compreenderam essa possibilidade. Alguns como Aloísio Mercadante chegaram ao absurdo de considerar que “Biden faz imenso esforço para ser o Lula americano”. Nada poderia estar mais longe da realidade.

Ao contrário de Lula, Biden não tem relação nenhuma com a classe operária, na verdade ele é o principal representante de seu maior inimigo, os grandes monopólios imperialistas, desde a indústria bélica e do petróleo até os bancos. A política aplicada por Biden por excelência é a política dos banqueiros, apenas um candidato de sua extrema confiança poderia aplicar uma política como esta de distribuir dinheiro para a população de maneira ordenada. Isto significa que a injeção trilionária de dólares na economia está sendo feita apenas para segurar temporariamente a crise, mais cedo do que tarde o governo dos EUA irá aplicar a política definida pelos banqueiros, o neoliberalismo mais extremo possível.

Ao mesmo tempo alguém irá pagar por estes gastos da crise. De início, a economia mundial como um todo paga já que os EUA controlam a produção de dólares e portanto são o país que tem a capacidade de imprimir quantidades descomunais da moeda a desvalorizando imediatamente. Contudo o pior ainda está por vir, todos os golpes e agressões imperialistas citados acima foram organizados pelo próprio Biden, que era vice de Obama durante seu governo. Durante a própria campanha eleitoral, era possível ver que os setores mais agressivos do imperialismo estariam no governo Biden, por exemplo a família Bush, responsável pelo assassinato de milhões de iraquianos, a destruição completa do país.

Jogar o peso da crise nos países atrasados é inevitável no governo Biden, afinal todos os governos dos EUA vêm fazendo isso pelo menos desde o final do século XIX. O que é preciso entender é que não só os trabalhadores dos países pobres de todo o mundo sofrerão com a crise dos países imperialistas como a própria classe operária destes países imperialistas. As crises do capitalismo tendem a crescer cada vez mais o levando a um estágio terminal. Muitos analistas já indicam que a atual crise é ainda pior que a de 1929, nessa conjuntura será impossível que a burguesia dos EUA mantenha uma política de mínimo apoio à população, para que seus lucros sejam mantidos será aplicada uma política de esmagamento total, ainda pior que a de Obama e Trump.

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