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Para os banqueiros
Guedes entregará fundos de pensão dos trabalhadores para os patrões
Na calada da noite, o ministro Paulo Guedes quer, numa canetada, abocanhar um trilhão dos Fundos de Pensão, os quais devem ser geridos pelos próprios trabalhadores
18/03/2019 Jantar oferecido pelo Conselho Empresarial Brasil-Est
Para os banqueiros
Guedes entregará fundos de pensão dos trabalhadores para os patrões
Na calada da noite, o ministro Paulo Guedes quer, numa canetada, abocanhar um trilhão dos Fundos de Pensão, os quais devem ser geridos pelos próprios trabalhadores
Arquivo DCO
18/03/2019 Jantar oferecido pelo Conselho Empresarial Brasil-Est
Arquivo DCO

Principal interessado em botar as mãos em mais de um trilhão de reais, o golpista, Chicago Boy, ministro da economia, na calada da noite, está impondo novas normas para os fundos de pensão.

No dia 20 de dezembro de 2019, o ministro golpista Paulo Guedes baixou uma norma que acaba com as eleições para a diretoria dos fundo de pensão. Segundo seu plano, serão extintas as eleições onde os principais interessados, ou seja, os trabalhadores, ficarão de fora de sua direção, como da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), Fundação Nacional dos Trabalhadores da Caixa Econômica Federal (Funcef) e Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros), Fundo de Pensão dos trabalhadores em Empresas de correios e Telégrafos (Postalis), bem como, de mais de 300 outras empresas.

A decisão foi tomada em reunião extraordinária do Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), órgão regulador das entidades fechadas de previdência complementar que hoje conta com sete integrantes, sendo cinco do próprio ministério, cujo presidente é o próprio Paulo Guedes.

De acordo com a resolução, os participantes dos fundos só poderão escolher o presidente do Conselho Fiscal.

O presidente do Conselho Deliberativo será definido pelo patrocinador. No caso da Previ, esse papel cabe ao presidente do Banco do Brasil.

Já havia um projeto de lei do então senador Valdir Raupp (MDB-RO) prevendo mudanças nos fundos e processo seletivo para os cargos de comando no congresso golpista. Inclusive o texto seguiu para Câmara e foi aprovado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa, mas está parado desde então. (Folha de S. Paulo – 27/12/2019)

A Associação Nacional dos Participantes de Previdência Complementar (Anapar) que representa os participantes dos fundos de pensão, afirma que as mudanças são inconstitucionais, “o que pode abrir precedentes perigosos, sobretudo no apagar das luzes de 2019”.

Apesar do processo eleitoral da Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) que já era antidemocrático, porem, os funcionários podiam eleger seus representantes, onde tinham cargos como representantes na administração, Fiscalização e nos Conselhos consultivos.

Os golpistas defendem que os conselhos devem ser administrados por pessoas “independentes”, técnicos, os quais na realidade não passam de pessoas ligadas aos acionistas e capitalistas nacionais e internacionais de olho em um patrimônio na ordem de R$ 1.000.000.000.000,00 (um trilhão de reais).

Porque o tamanho interesse do ministro banqueiro

Conforme relato da Folha de S. Paulo, no dia de ontem, a Anapar e outros consideram que, um profissional sem vínculo com a entidade irá trabalhar com metas pessoais, em busca de bônus por desempenho de curto prazo. Seria como se os fundos de pensão agora se tornassem fundos de investimento, como qualquer outro disponível no mercado. E são contrários a isso porque, no final, querem ter segurança de que o dinheiro das aposentadorias estará rendendo bem e sem risco.

O ministro Pinochetista, que já teve participação em transações com os fundos de pensões é um dos maiores interessados em tirar proveito de um astronômico recurso como este. Em outra oportunidade, já havia usufruído de parcela desses recursos, porem, com o controle todo em suas mãos, a exemplo dos ataques à previdência, da pra imaginar a situação dos trabalhadores ficando a ver navios.

O Fundo de Pensão pertence aos trabalhadores, portanto cabe aos próprios trabalhadores geri-lo, sendo eles mesmos os diretores responsáveis para realizar toda e qualquer transação, garantindo seus recursos às suas próprias aposentadorias, bem como, investimentos e resgates, sem nenhuma interferência dos patrões e do governo golpista do fascista Jair Bolsonaro e do ministro Paulo Guedes.