Liberalismo ao máximo
O ministro da Economia Paulo Guedes informou que os cortes de gastos deverão ser drásticos após a pandemia, o que inclui cortes de benefícios, direitos e privatizações.
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É de comum acordo entre todo o governo as políticas contra os trabalhadores | Foto: Andressa Anholete/Getty Images

Como se já não bastasse a pandemia e todas as suas implicações aliadas a crise econômica, os trabalhadores brasileiros deverão enfrentar também nos próximos meses a continuação da agenda liberal e nociva do ministro da Economia, Paulo Guedes, para com os direitos e os bens comuns de todos os trabalhadores. Numa declaração em um evento promovido pela Fundação Internacional para a Liberdade (FIL), Guedes informou que os cortes de gastos deverão ser drásticos após aquilo que será gasto este ano com a pandemia, além de voltar a afirmar – cinicamente – que a Economia brasileira estava “decolando” quando fomos pegos pela Covid-19.

Quando tratou dos gastos, Guedes salientou o quanto o governo tem gasto no combate a pandemia, com quantias que somam mais que o dobro que a média gasta em outros países emergentes, e disse que apenas os Estados Unidos gastou mais que o Brasil. Ironicamente (ou não), os dois países que mais gastaram no “combate” a pandemia são os mais afetados e os que mais somam os números de casos e de mortos pela doença. Não é mentira que os dois países tenham gasto quantias astronômicas até o momento durante a pandemia, mas quando vemos o destino ao qual esse dinheiro está indo é que percebemos o porquê de termos a impressão que nada está sendo feito, onde se investiu mais em grandes bancos e capitalistas para que os mesmos garantissem seus lucros, enquanto os trabalhadores continuam recebendo migalhas e não conseguem a assistência mínima do Estado em meio a uma situação completamente drástica, onde faltam leitos, testes, equipamentos, respiradores, renda, enfim, os problemas enfrentados pelos trabalhadores atingem todas as esferas, ou seja, a impressão de que nada está sendo feito não é apenas impressão, mas a realidade da classe operária.

As migalhas e o pouco que realmente foi gasto com a população já são considerados algo absurdo por Guedes, onde podemos colocar o Auxílio Emergencial, que mesmo assim ainda excluiu milhões de trabalhadores que precisavam e precisam do benefício, e que também já tem data para ser extinto.  De alguma forma esse dinheiro que é considerado gasto e não investimento deverá retornar aos cofres públicos para continuar beneficiando burgueses em detrimento da vida da classe trabalhadora, e isso vem de diversas formas, como a Reforma Tributária que já está em discussão, as privatizações e a aniquilação de benefícios e direitos dos trabalhadores.

O ministro Guedes, disfarça um falso otimismo, afirmando que

“o presidente Bolsonaro nos dá o suporte para seguirmos com as privatizações e o programa de reformas. Perdemos um ano fiscal, mas preservamos vidas e o Brasil irá surpreender o mundo novamente”.

Podemos concluir que a maioria das supostas vidas salvas seria da burguesia, pois os trabalhadores continuaram trabalhando, se infectando, morrendo, perdendo emprego, direitos, passando fome, entre tantas outras mazelas e o governo não fez nada para impedir que isso acontecesse e continua a não fazer nada.

Agora, para continuar garantindo que haja dinheiro para os grandes capitalistas o governo prepara uma verdadeira venda do país e a aniquilação de direitos e benefícios dos trabalhadores, onde grandes empresas estatais estão nos planos para serem vendidas, como a Eletrobrás e os Correios, e plataformas de petróleo estão sendo vendidas a preços muito abaixo de mercado, e os trabalhadores deverão pagar mais impostos e receberão menos no seu FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) pela Reforma Tributária, além de direitos trabalhistas reduzidos ou praticamente extintos pela Carteira Verde e Amarela e também a criação do Renda Brasil, que junta num mesmo projeto vários benefícios desconexos para que os mesmos sejam extintos e substituídos por algo pior.

Os ataques deverão vir de todos os lados na agenda liberal de Paulo Guedes, e isso não é apenas uma política particular sua, mas quando o mesmo declara que Bolsonaro dá o suporte para que isso aconteça fica claro que existe um comum acordo entre todo o governo para implantar políticas nocivas aos trabalhadores, o problema não está apenas no ministro em questão. Por isso a urgência e a necessidade de que todo o governo seja derrubado, e não apenas que ministros sejam substituídos. A derrubada do governo Bolsonaro é de grande interesse dos trabalhadores, pois está diretamente ligada aos seus interesses de calsse, a soberania nacional e a sua sobrevivência.

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