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Direita no controle do Estado saqueia verba do trabalhador
Paulo Guedes | Foto: Reprodução
Paulo Guedes | Foto: Reprodução

Matéria do jornal online Uol destaca uma fala do Paulo Guedes, onde afirma que o salário do funcionalismo é pouco, referindo-se ao topo da pirâmide. Esse salário é de 39 mil e duzentos reais.

Os argumentos levantados em defesa de altos salários para o alto escalão, são os já conhecidos, como o de que na iniciativa privada iriam ter propostas para ganhar muito mais, é preciso que tenha uma diferença muito grande entre os funcionários do alto escalão e os demais servidores, tem que haver valorização pela meritocracia, altos salários para o topo é necessário, por causa das responsabilidades e peso das atribuições do cargo.

Ao dar exemplos, cita sempre os ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) e do STF (Supremo Tribunal Federal), que fazem parte do judiciário, mas deixa transparecer que todo alto escalão deveriam ter os mesmos privilégios.

Tal distinção entre o alto escalão e o demais, evidencia a importância que dá ao topo. E portanto os demais não tem significação de importância. Política clara da burguesia golpista que quer diminuir tanto os salários como a quantidade de empregados e se possível terceirizar esses trabalhadores. Os empregados do baixo clero só podem esperar demissões e rebaixamento do salário, que já não é grande coisa atualmente.

Se, diante da enorme crise histórica do sistema capitalista onde o papel que o Brasil irá ocupar está sendo definido nitidamente, com a destruição do parque industrial e voltando a ser exportador de matérias primas sem incorporação de algum tipo de indústria, então resta reservar à elite pequeno burguesa alguns privilégios e destinar aos restantes fome e miséria.

Trata de ser uma política neoliberal fascista, liquidacionista do estado, das indústrias, dos empregos, etc. Deixará um vácuo gigantesco entre a rendas das elites burguesa e pequeno burguesa por um lado, e do outro lado a classe trabalhadora e operária no mais completo desamparo, sem renda mínima, sem segurança aos idosos, fome, miséria, sem moradia, saúde, saneamento básico, transportes e tudo mais.

Considerando que estamos num regime de golpe de estado aprofundando-se a passos largos para uma ditadura fascista, esse quadro irá piorar muito ainda. Quando não há confronto, o lado que está em vantagem avança rapidamente, exterminando o lado que se encontra paralisado.

É para esse fim que está em curso outra reforma contra os trabalhadores, a reforma administrativa, salvando o alto escalão e passando a foice no baixo escalão. Como os do andar de baixo não esboçam disposição para lutar, a consequência será a perda de salários e do emprego. Somando-se à fila de desempregados que já é bastante alta, e dos moradores de rua, que já aumentou muito também.

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