Golpe na venezuela
O regime de Maduro é, mais uma vez, boicotado pelo imperialismo que, agora, taxa as eleições de 6 de dezembro como fraudulentas e ditatoriais.
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GuaidoOk
Mais uma vez, Guaidó, fantoche do imperialismo, finge ser presidente | Foto: Reprodução

Neste último sábado (26), o golpista Juan Guaidó autoproclamou-se, mais uma vez, presidente e chefe do Parlamento da Venezuela. A decisão veio por meio da Assembleia Nacional (AN) eleita em 2015, composta principalmente por representantes da oposição ao governo de Maduro e, por conseguinte, representantes do próprio imperialismo, como Guaidó. 

A medida aprovada na Assembleia Nacional representou o prolongamento em um ano no período legislativo dos deputados que atualmente estão no poder, incluindo a gestão de Guaidó que, ao lado do imperialismo, procura desestabilizar o regime de Maduro para garantir a dominação das grandes potências sobre o País. Vale ressaltar que a decisão tomada pela Assembleia contraria a própria constituição venezuelana, na qual consta eleições periódicas para os cargos.

Desta vez, para legitimar este ato golpista, Guaidó atacou as eleições de 6 de dezembro deste ano. Afirmando tratar-se de um processo antidemocrático e fraudulento, o golpista colocou que a extensão do mandato vem pela necessidade de defender o povo e suas instituições democráticas, reproduzindo seu discurso falacioso de que o regime de Maduro é, na realidade, uma ditadura. 

Apesar das ameaças da ditadura, da pretensão de intimidação do regime, o Parlamento se reúne em período extraordinário, se colocando firmemente ao lado de nossa gente, coloca Guaidó em mais um ato escancarado de demagogia.

O vice-ministro de Comunicação Internacional do Ministério do Exterior, William Castillo, denunciou o ocorrido, caracterizando-o como um “teatro de absurdo” protagonizado pela direita do País.

 

Rachadura na direita venezuelana

Apesar de tudo, o acontecimento deste final de semana serviu para mostrar mais uma vez que o regime imperialista dentro da Venezuela está perdendo forças à medida que o tempo passa. Afinal, desta vez, o encaminhamento da Assembleia Nacional não contou com o respaldo da Ação Democrática (AD), o segundo maior partido da oposição golpista dentro do País. Ou seja, é mais uma etapa do aprofundamento das divergências dentro da direita venezuelana que, de forma extremamente falha, procura acabar com o governo de Maduro, escondendo o apoio que o regime chavista possui do povo venezuelano.

Neste mês, vimos mais um exemplo disso no momento em que a direita nacional rachou no sentido de que política tomar nas eleições da Assembleia Nacional do último dia 6. Um dos setores da oposição declarou que não participaria do processo eleitoral, alegando fraude por parte do governo de Maduro. Por outro lado, houve uma parcela dos golpistas que participou das eleições, saindo, inevitavelmente, derrotada pelo chavismo, que obteve grande maioria dentro do Parlamento, representando uma recuperação do fôlego da ofensiva anti-imperialista no País.

 

Política de golpes

Para garantir sua dominação sobre a política e a economia mundiais, o já decadente imperialismo vê como ameaça qualquer tipo de regime que se contraponha a sua política de terra arrasada. Enquadra países como a Rússia, a China, a Venezuela, Cuba, entre outros, como verdadeiros inimigos do imperialismo, utilizando, sua imprensa, seu aparato militar, seus órgãos “diplomáticos” internacionais e tudo que estiver ao seu alcance para atingir o seu objetivo: manter a retroalimentação do capital às custas da classe operária de todo o mundo.

Nesse sentido, o governo de Maduro representa um afronte ao imperialismo, desenvolvendo a consciência da classe operária da Venezuela que, uma hora ou outra, será responsável pelo estabelecimento de um verdadeiro governo operário no País. Por isso, sofre uma série de boicotes por parte do imperialismo, e principalmente dos Estados Unidos, por meio de sanções econômicas que destroem a economia do País e golpes orquestrados para garantir a infiltração da política imperialista dentro da Venezuela.

Acima de tudo, o mais novo golpe de Guaidó revela que o imperialismo, apesar de dizer o contrário, ainda está de olho na Venezuela. Finalmente, é mais uma prova de que a articulação imperialista não cessou após as eleições do dia 6 de dezembro, com a vitória absoluta do chavismo dentro do Parlamento venezuelano, representando um aprofundamento da tentativa golpista dentro do País. Sem contar que, no próximo ano, é Joe Biden quem governará os Estados Unidos, principal responsável e financiador da articulação de Guaidó dentro do País. Nesse sentido, sabendo que a política de Biden é, ainda mais do que a de Trump, a política da burguesia imperialista, não resta dúvidas de que o regime de Maduro sofrerá mais uma série de atentados, procurando estabelecer o domínio da política imperialista sobre a Venezuela.

O que vemos aqui é a continuação da política de golpes articulada pelo imperialismo dentro da América Latina, a começar por Honduras, em 2009, se estendendo até os dias de hoje, com os exemplos mais recentes da Venezuela, da Bolívia e do Peru. É um sinal de que o imperialismo permanece na tentativa de acabar com os governos da burguesia nacionalista ao redor de todo o mundo por meio da ofensiva golpista, procurando fundamentar e impor sua política neoliberal, resposnável pela devastação de países inteiros que, em prol dos grandes capitalistas, tiveram suas economias saqueadas e seu povo exterminado.

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