No 7 de setembro
O grito que se ouviu foi “fora Bolsonaro” e “Lula livre”
Milhares repudiam conciliação com golpistas e se manifestam pela liberdade do ex-presidente e pela derrubada do governo ilegítimo
c183246a-8a41-43ac-80f2-ef3f9591fca9
No 7 de setembro
O grito que se ouviu foi “fora Bolsonaro” e “Lula livre”
Milhares repudiam conciliação com golpistas e se manifestam pela liberdade do ex-presidente e pela derrubada do governo ilegítimo
Faixas no Ato da Avenida Paulista
c183246a-8a41-43ac-80f2-ef3f9591fca9
Faixas no Ato da Avenida Paulista

Dezenas de milhares de pessoas participaram das manifestações do “Grito dos Excluídos”, realizadas no último dia 7 de setembro em cerca de 130 cidades de todas as regiões do País.

Em um momento de enorme crise do governo do presidente ilegítimo Jair Bolsonaro, quando setores da burguesia debatem sobre sua continuidade ou não e quando o próprio presidente em desespero chamou seus apoiadores a se manifestarem nessa data, inclusive se vestindo de verde-amarelo, as manifestações promovidas pela esquerda tiveram – mais uma vez – o claro conteúdo de atos contra o governo e pelo “fora Bolsonaro“, na maior parte das cidades do País, mesmo com a posição contrária da maioria das direções da esquerda e pequeno burguesa contra esse eixo político.

De forma concreta, nas ruas, se manifestando, sem censura política por parte das direções, as amplas camadas de ativistas que foram ruas  às ruas rejeitaram a política defendida por amplas camadas da direções que se negam à lutar pela derrubada do governo da  direita, serviçal do imperialismo norte-americano e inimigo do povo brasileiro. Como vem acontecendo sempre, nos atos populares, não há espaço para a política de aproximação com setores da direita golpista, como os que participaram do ato do Movimento “Direitos Já!”, integrado por dirigentes do PSDB, DEM, PSD, Solidariedade, Novo, PV , no qual setores da esquerda atuam para limpar a extensa ficha de crimes contra o povo trabalhador dessa direita, organizada no “centrão” ou diretamente integrada ao governo Bolsonaro.

Nas ruas ecoou forte também os gritos de “Lula livre”, evidenciando a tendência a uma mobilização pela anulação da alava jato e pela imediata liberdade de Lula e demais presos políticos, como no canso do Ato Nacional a ser realizado no próximo sábado, em Curitiba.

Contra a orientação dispersiva, em torno de inúmeras reivindicações setoriais e específicas, os atos adotaram esse dois eixos que se opõem diretamente aos pontos centrais do regime golpista na atual etapa e deixaram claro que há plenas condições para o desenvolvimento de uma luta ampla e massiva, nas ruas, contra o governo golpista e seus ataques contra os direitos democráticos e as condições de vida da imensa maioria do povo.

Para isso é necessário dar sequência à essa mobilização e levar adiante no seu interior cada vez mais a luta para que adote uma politica alternativa às saídas da burguesia diante da crise, por meio da luta pelo fora bolsonaro e todos os golpistas, pela anulação da lava jato, liberdade de Lula e de todos os presos políticos do regime, realização de novas eleições – livres e democráticas – com Lula candidato.