Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
PalavraLivre-indios-terras-demarcacao-michel-temer
|

Ao modo de mercenários, milícias se instalam em reservas indígenas ao redor do país para levar medo às comunidades. O objetivo, obviamente, é expulsá-las ou exterminá-las, facilitando a entrada de garimpeiros, madeireiros, fazendeiros e, agora, imobiliárias.

Este procedimento, conhecido como grilagem, é histórico no Brasil e remonta ao “descobrimento”, quando a Coroa Portuguesa dividiu um território continental e desconhecido entre 12 famílias. Com a Lei da Terra, de 1850, o governo oficializa o poder capitalista sobre a terra, abolindo a transmissão por meio da sesmaria (a terra seria doada ao proprietário que comprovasse uso da terra por pelo menos 3 anos). A partir daquela data, a propriedade só seria garantida por meio da compra.

Mas como comprar áreas que já estavam ocupadas e eram fonte de sustento dos povos originários? Para isso a violência sempre foi usada como recurso. Segundo o jornalista Hanmikson Andrade, em reportagem para a UOL, os índios denunciam a utilização de armas pesadas, como metralhadoras de grosso calibre e picapes. Áreas indígenas protegidas por Lei são ocupadas clandestinamente, loteadas por sistemas de georreferenciamento e colocadas à venda.

Conforme os indígenas, a invasão está mudando de características. De madeireiros e mineradores que invadiam as terras, há agora um sistema montado por empresas que pretendem faturar com a exploração imobiliária, loteando e vendendo ilegalmente imensas porções de terra, e organizando milícias de combate. A denúncia já foi levada inclusive à ONU e o próprio Ministério Público Federal reconhece este problema. Mas como é sabido, são instituições dominadas pelo interesse do grande capital e nada farão.

As comunidades indígenas registram os maiores índices de suicídio não apenas entre a população brasileira mas em relação ao mundo inteiro. Vivem em regime de constante ameaça. Além da violência direta, os grileiros também costumam destruir suas lavouras, inviabilizando meses e anos de trabalho no campo. E quando tentam vender seus produtos nas cidades, sofrem com o preconceito, inclusive alimentado deliberadamente por jornalistas reacionários.

Segundo os entrevistados, a vitória de Bolsonaro resultou num crescimento dos ataques aos indígenas, o que na verdade já vinha sendo anunciado pelo fascista quando ainda era candidato. É por isso que a mobilização deve partir das ruas e tomar forças para derrubar Bolsonaro e todos os golpistas, imediatamente.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas