Destruição ambiental aumenta
A destruição do patrimônio ambiental brasileiro é produto das politicas do governo Bolsonaro para beneficiar latifundiários, grileiros e a especulação imobiliária
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Brigadistas combatendo incêndio | Foto: Reprodução

No mês de outubro, a política de terra arrasada do governo Bolsonaro levou a 17.326 focos de incêndios na Amazônia, conforme dados do INPE, número 121% maior que o observado no mesmo mês em 2019; este foi o 2º pior outubro na série histórica para a floresta. O bioma registrou mais de 32 mil pontos de fogo. O acumulado para 2020 está em 93.356 focos desde janeiro, acima dos 89.176 identificados nos primeiros dez meses de 2019.

Outro importante bioma brasileiro o Pantanal mato-grossense teve no mês de outubro, mais de 2.856 focos de incêndio, o maior valor registrado para esse mês, com um aumento de 17% em relação ao mesmo período no ano passado. Na soma dos últimos dez meses, o bioma sofreu 21.115 ocorrências de fogo, também o maior valor na série histórica. No Cerrado, até o momento, já foram registrados mais de 54 mil focos de incêndio este ano

A gravidade da situação é resultado do projeto de destruição social conduzido pelo governo Bolsonaro em 22 meses de mandato. Trata-se do desmonte das estruturas e políticas públicas que promoveram a proteção ambiental antes do golpe de Estado, somando a ausência premeditada de planos e metas ou orçamentos capazes de proteger, de forma concreta, as riquezas naturais do Brasil.

A queda no número de autuações coincide com um aumento dos registros de desmatamento e de incêndios florestais em 2020. Considerando todos os tipos de infração ambiental em todo o país, o Ibama diminuiu as autuações algo que incentiva as ações dos latifundiários, grileiros e especuladores imobiliários contra o patrimônio ambiental brasileiro.

A proteção das Unidades de Conservação, assim como investimentos em fiscalização e treinamento de brigadistas locais, deveriam ser prioridade neste momento de crise. No entanto o governo federal cortou 58% da verba  direcionada para a contratação de pessoal para prevenção e combate a incêndios florestais em 2020. Esse orçamento caiu de R$23,78 milhões em 2019 para apenas R$9,99 milhões neste ano. O Ministério do Meio Ambiente (MMA) só gastou 0,4% dos recursos  para ações diretas e já prevê cortes para orçamento em 2021.

Mas a política do governo golpista de Bolsonaro de seus seguidores como governo do Pará em relação aos brigadistas e de perseguição e prisão, A Brigada de Alter do Chão é um grupo de voluntários formado em 2018 pelo Instituto Aquífero Alter do Chão para ajudar no combate às queimadas na floresta e que atua em parceria com o Corpo de Bombeiros, em 2019 uma operação da Polícia Civil do Pará prendeu quatro voluntários da Brigada de Incêndio de Alter do Chão e apreendeu documentos da organização. As prisões tiveram motivação política e foi uma tentativa de criminalizar as ONGs, em meio às tensões fundiárias e pressões imobiliárias crescentes na região — que é valorizada por ser um dos principais destinos turísticos da Amazônia.

No mês de setembro o governo Bolsonaro, por via do seu ministro do meio ambiente Ricardo Salles, tentou derrubar um conjunto de resoluções que hoje delimitam as áreas de proteção permanente (APPs) de manguezais e de restingas do litoral brasileiro. A revogação dessas regras abre espaço para especulação imobiliária nas faixas de vegetação das praias e ocupação de áreas de mangues para produção de camarão e de outras espécies. Os mangues são imprescindíveis para manutenção e sustentabilidade de animais.

O golpista Bolsonaro, sustentado por latifundiários, grileiros e especuladores imobiliários, representa interesses que se beneficiam com a destruição ambiental no país. Só a mobilização popular pode resolver as questões ambientais que fazem parte dos problemas gerais da população, para isso os trabalhadores devem lutar pelo Fora Bolsonaro.

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