Por salários e emprego
“o governo continua a promover a teoria do escoamento ao ajudar os mais fortes, as empresas”
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Trabalhadores pedem: não à austeridade, por emprego, salários, serviços públicos, proteção social | Foto: CGT
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Trabalhadores pedem: não à austeridade, por emprego, salários, serviços públicos, proteção social | Foto: CGT

Menos de uma semana após os coletes amarelos voltarem às ruas da França contra a política imperialista de massacre dos trabalhadores adotada pelo governo francês, La CGT, Confederação Geral dos Trabalhadores, mobilizou nesta quinta feira (17) milhares de trabalhadores e jovens para nas ruas expressarem sua insatisfação com a política de Macron e para fazer uma série de exigências para a classe trabalhadora que vem sendo sacrificada pelo governo para garantir a salvação dos capitalistas.

As manifestações aconteceram em diversas cidades francesas e só em paris levou mais de 10 mil pessoas às ruas, ao que em resposta Macron enviou um forte aparato policial para intimidar os manifestantes exigindo que a manifestação tivesse no máximo 5 mil participantes, mas que se viu incapaz de conter a grande mobilização popular que se formou.

No chamado para a mobilização a CGT destacou dentre outras coisas a questão do emprego precário: “É necessária uma mudança radical no emprego. A crise que afunda centenas de milhares de nossos concidadãos no desemprego e que atinge sobretudo os precários e, em particular, os jovens, mostra mais uma vez como é perigoso e atrasado promover o emprego precário…”…A insegurança não é uma solução para o futuro, mas sim um flagelo a combater! Nossas organizações exigem a geração de empregos necessários para garantir o bom desempenho das missões…”.

Os trabalhadores franceses vem enfrentando uma série e ataques que vão no sentido de retirar cada vez mais os seus direitos e seus empregos: são milhares de postos de trabalhos perdidos com os planos de reestruturação de empresas; outros milhares de empregos sendo precarizados; a aposentadoria e o seguro desemprego estão ameaçados por reformas que pretender retirar prerrogativas dos pensionistas e desempregados, etc.

Tudo isto em meio à grande crise econômica e sanitária que o país vem passando com a pandemia do coronavírus onde a burguesia tenta impor que a classe trabalhadora arque com todos os custos da crise capitalista. É neste sentido também que a CGT afirmam: “Devemos finalmente romper com as políticas de austeridade que cortam os orçamentos públicos em benefício das grandes empresas e seus acionistas. Um futuro de progresso requer o fortalecimento das proteções coletivas e dos serviços públicos.”

Pelo que os manifestantes tiveram como reivindicações principais os reajustes salariais, o fim das tentativas de reformas às pensões e seguro do desemprego em prejuízo dos trabalhadores, redução do tempo de trabalho sem perda salarial para 32 horas semanais, aumento de salário mínimo, dentre outras.

O governo Macron por sua vez vem sendo um importante ponto de apoio para o neoliberalismo na França e é através dele que os capitalistas tentam impor sua vitória contra os trabalhadores, isto desde que teve início o seu governo, o que vem gerando uma grande revolta popular dos trabalhadores na França como vimos surgir com os coletes amarelos que há meses vai às ruas contra Macron.

A volta dos coletes amarelos às ruas na ultima semana e o chamado de novas mobilizações como a da CGT ontem que teve a participação de milhares de pessoas, indica a retomada e intensificação dos protestos contra a política imperialista na França deixando nítida a total rejeição do governo Macron.

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