Campanha salarial
Governo Bolsonaro usa campanha salarial na ECT para roubar trabalhadores e promover a privatização da empresa esse ano, somente uma greve radicalizada contra o governo golpista e s
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SÃO PAULO, SP, 12.03.2018: CORREIOS-GREVE - Os funcionários dos Correios vão entrar em greve por prazo indeterminado a partir das 22h de segunda-feira (12), segundo a Fentect, federação que reúne sindicatos da categoria. (Foto: Dário Oliveira/Folhapress)
Greve foi adiada para o dia 18. | Arquivo.

A categoria dos Correios, que vem sendo atacada nos últimos anos pelos diversos governos federais que procuraram entregar a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) para os capitalistas do mercado postal, encontra-se nesse momento em sua pior situação.

Após o golpe de 2016, a escalada da privatização da ECT ganhou uma velocidade alucinante.

Com o governo golpista de Temer, a direção golpista da ECT conseguiu destruir o plano de saúde dos trabalhadores da empresa, através dos tribunais, depois que a burocracia sindical dos Correios encerrou a greve da categoria, orientando os trabalhadores a acreditarem que os tribunais iriam manter esses direitos. Na oportunidade, os golpistas retiraram os pais/mães dos funcionários do plano, impuseram mensalidades e custos que já não cabem no bolso da categoria.

Com o governo fascista e golpista de Bolsonaro, os demais direitos e benefícios dos trabalhadores dos Correios estão na mira dos privatizadores.

Esse ano, na campanha salarial dos Correios, em plena pandemia e com mais de 80 ecetistas mortos por Covid-19, a direção golpista da ECT, mostrando sua “gratidão” pelo esforço de vida dos trabalhadores, veio com tudo para arrancar de uma só vez todos os direitos que os trabalhadores dos Correios conquistaram em anos de lutas e greves.

A proposta dos golpistas é a de excluir o acordo coletivo de trabalho nos Correios e rebaixar os direitos e benefícios da categoria ao patamar limite das leis que ainda a CLT (Consolidação das Leis trabalhistas) prevê.

Esta proposta, propõe a exclusão de 70 cláusulas do atual acordo coletivo, de um total de 80 cláusulas que garantia benefícios e direitos econômicos, social e de organização, o que na contabilidade vai representar a perda de quase 50% de ganhos nos salários e reduzir os trabalhadores a uma categoria sem direito à organização.

Pretendem Eliminar adicionais, anuênios, reduzindo ganhos nas férias, horas extras, vale alimentação etc.

Uma política para enxugar a folha de pagamento e pavimentar o caminho para entregar a maior empresa de Correios da América Latina para os grandes capitalistas, parasitas do mercado postal.

Com essa proposta, a categoria dos Correios entrou em estado de alerta e se colocou em prontidão para realizar uma grande greve na empresa a partir do dia 5 de agosto.

A burocracia sindical agindo para desmobilizar a categoria

No entanto, os representantes sindicais da categoria, que são conhecidos pelos trabalhadores por encerrar greves da categoria nos momentos de maior confronto com os governo golpistas, aceitando propostas que ajudaram a ECT a impor perdas, agora estão novamente atuando para impedir a luta da categoria.

Quando os trabalhadores já estavam se preparando para realizar a greve no dia 05, os sindicalistas do Bando dos Quatro (PT, PSTU, PCdoB e PSOL), tomaram a decisão, sem debater com os trabalhadores, de suspender a greve marcada, para esperar que o STF (Supremo Tribunal do Trabalho) golpista salve os trabalhadores dos golpistas, estabelecendo que o acordo atual seja renovado por mais um ano, estabelecendo o acordo bianual.

Como a audiência no STF, que julgará a demanda dos sindicatos em manter o acordo atual, sem precisar estabelecer um novo acordo se dará no dia 14 a 21 de agosto, o Bando dos Quatro publicou que a greve poderá sair no dia 18 de agosto.
Mais uma vez, a quarta esse ano, a greve contra dos trabalhadores dos Correios contra a política de arrocho salarial da ECT, que visa levar à frente a política de privatização defendida pelo governo Bolsonaro foi suspensa pelos sindicalistas, para jogar as esperanças nos ministros do STF, que já mostraram por diversas vezes, que defendem os patrões e golpistas contra todos os trabalhadores do Brasil.

Os capachos sindicalistas dos Correios querem levar a categoria a acreditar nos ministros biônicos e golpistas do STF, obstruindo a mobilização dos trabalhadores.

Diante da gravidade da situação, a categoria dos Correios precisa lutar, em greve, contra a direção dos Correios, o governo golpistas de Bolsonaro, os ministros patronais do Judiciário brasileiro, (STF e TST), e as próprias manobras das direções sindicais.

Os sindicalistas dos Correios se esconderam durante toda a Pandemia do Coronavírus, fecharam sindicatos, recusaram realizar assembleias para que os trabalhadores parassem e impedissem as dezenas de mortes decorrente da epidemia.
Recusaram-se a realizar um encontro dos trabalhadores para discutir a campanha salarial, alegando a pandemia, quando as unidades da categoria estão abarrotadas de trabalhadores e encomendas.

Protocolaram uma pauta de reivindicação sem reivindicação, copiando o acordo coletivo de trabalho, a agora querem que os trabalhadores confiem na decisão do STF, que sempre ferrou a categoria, para que os trabalhadores não entrem em luta.
Diante disso, a greve deve sair pela vontade das bases e sua organização deve estar sob o controle das bases, através de comitês de greve, nos quais deve ser discutida a radicalidade da greve, com piquetes, ocupação dos prédios da ECT e o envolvimento dos trabalhadores terceirizados.

É preciso desafiar as decisões do TST e do STF, inclusive com a organização de ocupação desses tribunais, pois é lá que a direção golpista da ECT, o governo golpista de Bolsonaro, com ajuda dos sindicalistas, tentou impor o roubo da campanha salarial, e a privatização dos Correios, que levará a demissão de milhares de trabalhadores na empresa.

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