Greve não acabou e ficou mais forte. É hora da greve geral

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Nas estradas, nas redes sociais e até em matérias com menor destaque da imprensa golpista abundam as declarações dos caminhoneiros que estão parando o País, contra a proposta apresentada no domingo (dia 27), pela TV, pelo presidente golpista Michel Temer (MDB).

O site da revista Exame (do reacionário grupo Abril), lamentava-se nessa manha “mesmo depois de mais concessões por parte do governo federal, a greve dos caminhoneiros chega ao seu oitavo dia nesta segunda-feira (28). Na noite de ontem, o presidente Michel Temer fez novo pronunciamento anunciando redução de 46 centavos no preço do diesel pelos próximos 60 dias e publicou outras três medidas provisórias para atender as reivindicações”, e lastimava: “o fim da greve, porém, ainda é incerto”.

A campanha dos golpistas é intensa. Mesmo assim milhares de caminhoneiros continuaram paralisados, bloqueando as estradas nesta segunda.

No final do dia até a imprensa golpista teve de reconhecer, timidamente, que a greve era maior nesta segunda, do que no sábado e passar a ameaçar lideranças da greve com prisão. Um caminhoneiro chegou a ser baleado por um ruralista como parte da campanha da direita golpista para acabar com a greve e se intensificam as ameaças de repressão. Como acontecem em todas as greves, a imprensa busca apresentar os grevistas como culpados por tudo de errado que acontece, quando é o regime golpista que impõe o caos e a desordem, tentando entregar o petróleo e toda riqueza nacional para o imperialismo.

Explicando porque seguem parados, caminhoneiros esclarecem que o que o governo deu não é satisfatório. Entre outros motivos porque a redução do preço dos combustíveis, não chegou nem perto do pretendido pelo movimento: esperava-se algo em torno de R$ 0,80 na bomba e o governo anunciou uma redução de R$ 0,47 nas refinarias que pode não chegar nos postos. Isso quando o diesel usado pelos caminhões teve um aumento de R$ 0,17 na última semana; o que faz com que o desconto real anunciado seja de apenas R$ 0,30 (se for efetivada).

Mostrando que não são otários, os caminhoneiros denunciam ainda a tapeação: “daqui a 60 dias o preço volta ao que está agora”, afirmam.

Mas não é só isso.

A proposta apresentada pelo presidente golpista Michel Temer tratou apenas de três ítens da pauta de reivindicação que tinha 14 itens.

Na Refinaria Alberto Pasqualini, em Canoas (RS), um caminhoneiro sintetizou o pensamento dominante na categoria “não reconhecemos nenhum acordo com o governo de ontem pra hoje. Nossa reivindicação não é só pelo diesel, mas pela gasolina, que o pai de família usa, pelo gás de cozinha que impacta muito o orçamento da dona de casa. É pelo Diesel. É por todos os brasileiros . Essa é aa nossa posição de todos os pontos de bloqueios. Todos os portões estão monitorados aqui na refinaria por nós caminhoneiros, motoristas de aplicativos, profissionais autônomos. Não vamos nos desmobilizar”.

No próprio site da organização golpista Rede Globo, o G1, podê-se ler: “a greve não acabou, a greve está mais forte do que nunca”, afirma um caminhoneiro e confirma a realidade. “Não estamos de acordo com aquelas medidas [anunciadas por Temer no domingo]”, declara outro, que ainda acrescentou que luta não só para a redução do preço do diesel na bomba, “mas gasolina e etanol também”.

Mais uma vez, os caminhoneiros passaram por cima de suas falsas direções sindicais para defender seus interesses e também da população, como disse um dos manifestantes, na rodovia Fernão Dias em Igarapé (MG): “agora nós estamos falando pela população. Nós queremos que baixem o diesel, o etanol e gasolina”. Isso, inclusive, deixando para trás supostos prejuízos, como resumiu outro: “graças ao Temer, é um prejuízo que não vai ser tão sentido porque já estava difícil de trabalhar”.

A disposição dos caminhoneiros e o desespero do governo e imprensa golpistas, mostram que o governo está encurralado e que é hora de ampliar a mobilização e colocar abaixo o regime golpista.

Mais do que nunca é hora da CUT convocar a greve geral por tempo indeterminado, para derrotar o golpe e conquistar uma vitória para todo o povo brasileiro, com o fim da maldita “era Temer”, anulação do impeachment, redução dos preços dos combustíveis, reestatização da Petrobrás (100% estatal) sob o controle dos trabalhadores, liberdade para Lula e Lula presidente como quer a imensa maioria do povo brasileiro.