Aumento da contaminação
A pressão vem da burguesia, que precisa da mão de obra dos pais dos alunos, trabalhadores ou pequenos comerciantes, para garantir seus lucros
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Jorge Araujo/FotosPublicas
Manifestação de professores em frente à Assembleia Legislativa de São Paulo | Jorge Araujo/FotosPublicas

Como vem sendo noticiado pelos veículos da grande imprensa, governadores e prefeitos estão tramando o retorno dos alunos às aulas presenciais, tanto na rede pública quanto privada, justamente neste período de pico da pandemia do coronavírus.

A ameaça é iminente e real, e deve ser impedida o mais rápido possível, pois coloca em risco milhares ou até milhões de pessoas, incluindo os alunos, crianças, adolescentes e adultos, e aqueles que moram com eles, como pais, irmãos, avós, tios, geralmente vulneráveis pertencentes ao grupo de risco.

A pressão sobre os políticos para a reabertura das escolas vem obviamente dos capitalistas, que precisam das pessoas de classes inferiores para fazer girar a economia e assim garantir a manutenção de suas fortunas, custe o que custar.

Os pais dos alunos, trabalhadores ou pequenos comerciantes, são engrenagens decisivas para retomada da economia em favor da burguesia, produzindo e gerando lucro, pagando dívidas e aluguel, etc.

Por isso, como já alertado em maio pela Aliança da Juventude Revolucionária, coletivo de jovens do PCO, é necessário organizar uma greve geral do ensino, unindo professores, alunos e funcionários, para garantir em primeiro lugar o direito de não se expor ao vírus no ambiente precário e aglomerado das escolas.

As propostas a serem defendidas nessa greve são:

  1. Não ao Ensino a Distância (EAD) em todos os níveis, pelo cancelamento do semestre.

Volta as aulas só quando for seguro. Fechamento das escolas que ainda estão

funcionando.

  1. Suspensão do ENEM durante a pandemia. Definição do calendário escolar sob controle

dos estudantes através de suas organizações de luta.

  1. Pelo fim das escolas militares. A maioria das escolas militares continuam em

funcionamento na pandemia, mostrando seu descaso com a vida dos estudantes e

professores. Essa política se estende para uma ação verdadeiramente ditatorial, com a

proibição de grêmios independentes, manifestações políticas e reuniões.

  1. Por condições de vida e amparo aos estudantes das moradias universitárias. Não ao

sucateamento das moradias e bandejões. Proibição das expulsões de alunos das

moradias. Proibição dos jubilamentos.

  1. Pelo aumento dos auxílios estudantis. Não ao corte dos auxílios. A direita se aproveita

da crise para cortar auxílios dos que mais precisam. É preciso não só manter os

recursos, mas aumentar o seu valor.

  1. Nada de cortes as bolsas de iniciação científica. O governo vem cortando as verbas

destinadas à pesquisa em geral, mesmo aquelas relacionadas a soluções para a

pandemia. Dessa maneira, as pesquisas por vacinas, testes e respiradores têm se

desenvolvido a partir de recursos limitados ou doações privadas. É preciso ampliar os

fundos de pesquisa, e impulsionar as soluções nacionais referentes a pandemia e a

crise social.

  1. Pela manutenção da merenda escolar e do leite mesmo com as escolas fechadas. Não

a suspensão dos restaurantes universitários.

  1. Não às demissões de funcionários e trabalhadores das escolas e universidades durante

a pandemia.

  1. Pelo fim do ensino pago, contra o desligamento dos estudantes das universidades e das

escolas privadas durante a pandemia. Não à cobrança de mensalidades com as aulas

paralisadas.

  1. Pela estatização de todo o ensino em todos os níveis. Educação pública e de qualidade

para todos.

  1. Pelas 35 horas de trabalho semanal e escala móvel de trabalho. Contra o desemprego

na juventude.

  1. Nada de carteira verde-amarela.
  2. Nenhuma demissão e salários dignos para jovens aprendizes e estagiários. Salário

igual para trabalho igual. Os estagiários e aprendizes que exercerem as mesmas

funções que trabalhadores efetivos devem ganhar os mesmos salários.

  1. Pelo governo tripartite nas escolas e universidades. Que a comunidade acadêmica

escolha.

  1. Pelo fim do vestibular.
  2. Pelo governo tripartite e autonomia universitária na gestão dos recursos das escolas e

universidades.

  1. Retomar as organizações de juventude. Pela mobilização da juventude. Reconstruir a

UNE e a UBES pela base.

  1. Nenhuma suspensão de direitos políticos.
  2. Pela aliança operário e estudantil.
  3. Fora Bolsonaro, Witzel, Doria, Zema, Ibaneis e todos os golpistas.
  4. Por uma assembléia nacional constituinte convocada sobre a base da mobilização

popular.

  1. Por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo

 

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