Crise do imperialismo
Greve na França é apoiada por 66% da população do país, segundo pesquisa do jornal conservador Le Figaro, o que por si só já indica um apoio ainda maior da população à mobilização.
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Greve geral na França. |

Após 16 dias de greve nos transportes da França, o jornal conservador Le Figaro divulgou uma pesquisa na qual apresenta um apoio massivo da população às greves contra a reforma da previdência francesa e contra o presidente neoliberal Macron, que propõe acabar com 42 regimes de aposentadorias especiais e subir a idade mínima para 64 anos.

Deve-se destacar o fato de que esse tipo de pesquisa é manipulado para sempre parecer desfavorável para a luta da classe trabalhadora, o que demonstra como o número de apoiantes deve ser bem maior que o 66% divulgado, ainda mais por se tratar de um jornal conservador.

O governo apostou no esfriamento das mobilizações e das greves durante um período, com a esperança de que com a proximidade do fim do ano a população rejeitasse a luta. No entanto, a maioria dos sindicatos que entraram em greve não deverá realizar nenhuma pausa para o natal e o ano novo, demonstrando como a classe operária está disposta a sacrificar o pequeno período de descanso criado pela burguesia para tentar impedir a explosão dos trabalhadores no final do ano em prol de garantir a aposentadoria.

Algumas análises dão conta de que o governo estaria disposto a negociar alguns pontos da reforma, mas que não abriria mão do limite da extinção dos 42 tipos de aposentadorias especiais. Trata-se na verdade de uma estratégia para tentar enganar a população, chegando a um acordo sobre o não aumento do limite de idade, que poderia acontecer por fora da proposta assim que as greves e as manifestações esfriassem.

Estratégia semelhante foi vista no Equador quando as mobilizações estouraram e no Brasil, também com a reforma da previdência, em que os funcionários dos estados ficariam de fora em um primeiro momento, mas que foram incluídos no roubo dos trabalhadores em uma proposta separada.

É preciso que a mobilização seja apoiada e que outros setores da classe trabalhadora se somem na luta. A política de acordos com o governo deve ser rejeitada e os trabalhadores não devem abrir mão de suas reivindicações até que elas sejam atendidas. Fora Macron!

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