Greve geral: a CUT precisa romper com os pelegos de outras centrais que boicotam a luta dos trabalhadores

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No mês de junho, a CUT irá organizar uma greve geral nacional contra os ataques do governo Bolsonaro. Composta por milhares de sindicatos, a CUT é uma organização legítima dos trabalhadores, sendo sua responsabilidade, portanto, organizar a luta pela defesa dos interesses da classe trabalhadora.

O último ato de primeiro de maio, que aconteceu na semana passada, foi um fracasso em relação aos interesses do movimento operário em geral. Participaram do ato diversas organizações pelegas, como a Força Sindical, a UGT e a Conlutas – centrais essas que apoiaram o golpe de 2016 e colaboram sistematicamente com a burguesia.

Como consequência da participação das centrais pelegas, a maioria dos oradores do ato não levantou nenhuma palavra de ordem que corresponda aos interesses dos trabalhadores. A liberdade de Lula e a derrubada do governo ilegítimo de Jair Bolsonaro não foram colocadas em nenhum momento pelos organizadores do ato em São Paulo, com exceção do dirigente do PCO, Antonio Carlos Silva, e, limitadamente, de Gleisi Hoffmann, presidenta do PT. Pelo contrário: o ato da cidade de São Paulo, que deveria ter sido um grande ato contra a direita, se transformou em um show com a propaganda de cantores bolsonaristas.

Nos anos anteriores, quando as “centrais sindicais” pelegas não participavam dos atos convocados pela CUT, o primeiro de maio sempre teve um caráter mais combativo. Para derrubar o governo Bolsonaro e fazer a luta contra o golpe avançar, é necessário repetir as experiências dos atos anteriores: é necessário que a CUT convoque os trabalhadores da cidade e do campo para lutar contra o golpe e deixar de lado os pelegos que querem utilizar a crise interna da burguesia apenas para benefício próprio.

Não se pode fazer uma união com quem trabalha sistematicamente para boicotar essa união. A união que a CUT precisa é dos trabalhadores de todos os ramos da produção e da sociedade, com os movimentos populares que realmente lutam contra o golpe, como o MST, a FNL, os comitês de luta contra o golpe, etc.