Contra a política genocida
Intensificar a mobilização, radicalizar a greve pela vida
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Volta às aulas somente com vacina e o fim da pandemia | Foto: Reprodução
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Volta às aulas somente com vacina e o fim da pandemia | Foto: Reprodução

Os professores do Estado, assim como do município de São Paulo, estão em greve contra a política genocida dos Governos Doria e Covas, que para atender os interesses dos bancos, querem aumentar o massacre da população reabrindo as escolas em meio ao recrudescimento da infecção de Covid-19. Os governos em todos os âmbitos, municipal, estadual e federal, não tem nenhuma política de combate ao vírus, ao contrário, sua política contribui com para a disseminação do mesmo, sendo corretamente caracterizada como genocida.

A reabertura das escolas está ligada a política de reativação da econômica de setores capitalistas que sofreram com a pandemia, bem como um esforço de estabilização do déficit do sistema financeiro, para isso os governos, mostrando que não são nada mais do que um gabinete para gerenciar os negócios da burguesia, condena um sem número de pessoas a morte e coloca em risco muitos outros. Abrir as escolas sem vacina e sem o fim da pandemia é uma política genocida. Para vencer os governos e sua política de morte, que obriga professores e estudantes a retornarem às escolas sem condições sanitárias,  é preciso intensificar a mobilização e radicalizar a greve da categoria.

A greve contra a política genocida começou no último dia 08, mas é preciso intensificar a mobilização, criar comandos de greve em todas as escolas, realizar atos públicos, esclarecer as questões fundamentais para a população e assim ganhar a cada minuto para a greve mais companheiro do professorado que por ventura não esteja esclarecido da greve, ganhar os trabalhadores, a comunidade para essa política: volta as aulas só com vacina e o fim da pandemia! Vacina segura para todos já!

É preciso superar ainda a política limitada aprovada no maior sindicato do país, a APEOESP,  que aprovou uma greve sanitária, em que o trabalho presencial é paralisado, permanecendo o trabalho remoto, e aprovar a paralisação tanto do trabalho remoto, quanto presencial, somente assim, unificando a categoria, a greve tem perspectivas de vitória. 

Envolver a comunidade, mobilizar os professores.

A luta contra a política genocida dos governos não diz respeito apenas aos professores, mas a toda comunidade escolar e a população em geral, é preciso envolvê-las nessa campanha que adquire um caráter, não apenas de uma greve reivindicatória, mas de mobilização em defesa da vida da população. É necessário uma intensa agenda de atividades, como colagens de cartazes contra a volta às aulas, panfletagens nas comunidades escolares explicando a necessidade vital da greve e chamando a comunidade a participar ativamente dessa luta. 

A corrente Educadores em Luta do PCO já começou essa mobilização, centenas de cartazes foram colados nas escolas da capital e em diversas cidades do interior e ainda outras centenas serão colados no decorrer desta semana, milhares de panfletos da corrente estão sendo distribuídos nas escolas, para os professores e também para a comunidade.

Também é fundamental a denúncia da política genocida e seus efeitos, a reabertura das escolas já levou à infecção de mais de 300 pessoas, entre professores e funcionários, em diversas escolas do Estado. 

O programa Comando de Greve, com Antônio Carlos Silva, professor e membro da direção Nacional do PCO, que vai ao ar de segunda a sexta às 20h no canal Causa Operária TV é uma iniciativa cujo sentido é esclarecer e denunciar a situação, bem como dar uma orientação para a categoria. Mas é preciso ampliar a propaganda.

Comandos de Greve

Os comandos de greve são uma arma essencial para fazer avançar a mobilização e a greve; é preciso formar comandos de greve imediatamente em todos os locais, tendo como base as subsedes da APEOESP, os comando de greve, compostos pelos ativistas da categoria devem visitar todas as escolas na sua região para dialogar com os professores, funcionários e a comunidade e explicar pacientemente a situação grave que nos encontramos e a necessidade da greve. Um ponto de aglutinação de forças e de mobilização para impulsionar a luta.

Atos Unificados

A unidade da categoria é fundamental; assim a unidade entre professores do Estados e municípios é de fundamental importância para derrotar os governos genocidas. Somos por atos públicos unificados entre professores do Estado e do município, a greve dos professores do município de São Paulo é importantíssima para a luta de toda a categoria, mas também outros que venham a paralisar suas atividades contra o genocídio.

Sair as ruas, tomando as devidas precauções é o único meio de barrar o aumento do genocídio, que é fruto da política dos governos. É necessário a realização de atos públicos unificados onde for possível sistematicamente denunciando e mobilizando a população em torno, defendemos um ato unificado: marcha ao Palácio dos Bandeirantes contra o genocida João Doria.

Unidade da categoria rumo a greve geral da educação contra os genocídio e os genocidas.

Volta às aulas somente com o fim da pandemia e com vacina segura para todos! Fora Bolsonaro, fora Bolso-Doria e todos os golpistas genocidas e inimigos da educação e do povo brasileiro.

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