Luta contra a privatização
Em outros estados os petroleiros seguem mobilizados, contra a ofensiva reacionária da direita golpista, que não dispensa esforços no sentido de pavimentar o caminho da privatização

Por: Redação do Diário Causa Operária

Nessa terça-feira (16/03) completou-se o 12º dia de greve dos trabalhadores da Refinaria Landulpho Alves, no estado da Bahia, que se encontram na luta por melhores condições de segurança de trabalho, manutenção dos empregos, dos seus direitos, que estão ameaçados com a venda da unidade para o capital estrangeiro, e contra a privatização da Petrobras.

Em outros estados, os petroleiros seguem mobilizados contra a ofensiva reacionária da direita golpista, que não dispensa esforços no sentido de pavimentar o caminho da privatização, com a entrega das subsidiárias da Petrobras e de intensificar a política de sucateamento da estatal, com o objetivo de aumentar a propaganda da burguesia da necessidade da sua privatização: a Refinaria de Manaus (Reman), as unidades da Petrobras no Espírito Santo e as bases operacionais representados pelo Sindipetro Unificados de São Paulo.

Além dessas, outras bases da Federação Única dos Petroleiros (FUP) também aprovaram a greve e, já nos próximos dias, deverão se somar aos trabalhadores da Bahia no movimento paredista, como são os casos da Regap, em Minas Gerais, da Refinaria Abreu e Lima e do Terminal Aquaviário de Suape, em Pernambuco, além da Usina de Xisto (SIX), no Paraná.

“A defesa da vida é um dos principais eixos da greve. Em meio ao maior desmonte da história do Sistema Petrobrás, com diversas unidades já privatizadas e fechadas e outras tantas em processo de venda, os petroleiros enfrentam graves ataques no ambiente de trabalho, além da insegurança causada pela pandemia. Vários trabalhadores estão esgotados, física e psicologicamente. Sem diálogo com os sindicatos, as gerências submetem a categoria a jornadas exaustivas e a multifunções, seja no trabalho presencial ou remoto, paralelamente às transferências compulsórias e ao descumprimento do Acordo Coletivo”. (site CUT Nacional 15/03/2021).

A Petrobras tem sido um dos alvos principais da burguesia imperialista, principalmente a norte-americana, com o objetivo de atacar as empresas nacionais e entregar o patrimônio do povo brasileiro para as empresas estrangeiras. Toda a operação de liquidar com a Petrobras é parte fundamental do golpe de Estado, iniciado em 2016, através da farsa no reacionário Congresso Nacional do impeachment da presidenta Dilma Rousseff que, teve como consequência, através da operação criminosa da Lava Jato, que atuou nos principais acontecimentos nacionais para levar Bolsonaro, um capacho do governo norte-americano, à presidência da República.

Agora, não pode restar a menor sombra de dúvida, para aqueles mais incautos, que tal operação, seus procurados e o ex-juiz Sergio Moro são representantes dos EUA no golpe de Estado no Brasil e na destruição de toda a economia nacional, das empresas públicas, em favor dos países imperialistas.

Não há outro caminho para a categoria que não seja a luta pela defesa da estatal e dos seus empregos. Organizar um movimento nacional dos petroleiros, imediatamente, para barrar os ataques reacionários dos patrões. Preparar uma vigorosa campanha contra a privatização, através de uma luta unitária de toda a categoria. Organizar para que todas as direções sindicais, nacionalmente, adirem à greve e, se preciso for radicalizar o movimento com a ocupação das instalações e plataformas da empresa até que as reivindicações dos trabalhadores sejam atendidas.

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