Um ataque sem precedentes
Direção bolsonarista quer acabar com 70 cláusulas do Acordo Coletivo da Ctegoria
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correios funcionário braços cruzados GRANDE
Trabalhadores entraram em greve na segunda-feira. | Arquivo.

Os trabalhadores dos Correios estão no seu segundo dia de greve nacional. Aprovada pelos trabalhadores nos 35 sindicatos da categoria na noite da última segunda-feira, dia 17, a mobilização é contra a política de devastação nos direitos dos trabalhadores colocada em prática pela direção da empresa com o objetivo de privatizar a ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos).

Para poder entregar os Correios nas mãos dos grandes capitalistas, a ordem de Bolsonaro e Paulo Guedes é enxugar qualquer gasto com os trabalhadores. Por isso, inclusive, a propaganda feita pelo presidente da ECT, o bolsonarista general Floriano Peixoto, é a de que os trabalhadores são “privilegiados”. Propaganda feita pela imprensa golpista, que existe para atacar os trabalhadores.

O que o governo Bolsonaro considera serem “privilégios” foram as conquistas de décadas de luta da categoria, como vale alimentação, adicionais de atividades, licença maternidade de 180 dias, vale creche e muitos outros benefícios. O “privilegiado” trabalhador dos Correios recebe o pior salário entre as estatais e agora terá seus benefícios cortados caso a vontade dos parasitas que dirigem a empresa seja feita.

A situação é bastante grave para a categoria. Nesse sentido, foi um erro da burocracia sindical ter adiado a greve por cinco vezes apenas esse ano, desmobilizando a categoria.

Agora, com a greve decretada em todo o País, é preciso garantir a ampla adesão dos trabalhadores – concursados e terceirizados – com piquetes e medidas radicalizadas.

Fica claro pela atitude da direção da empresa, do governo Bolsonaro e da imprensa golpista que há uma decisão dos capitalistas de atacarem ferozmente os trabalhadores. Por isso, eles só serão detidos com medidas de força da categoria, como a ocupação dos setores de trabalho e ampla mobilização.

O que está em jogo é a luta contra a privatização, que será a extinção de um dos maiores patrimônios do povo brasileiro, mas é também a luta contra um ataque sem precedentes às condições de vida dos trabalhadores.

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