Condutores do DF
Justiça pune o sindicato, mas se cala frente ao atraso na quitação das horas extras relativas aos meses de setembro e outubro dos trabalhadores
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Trabalhadores e sindicato realizam paralizações no DF contra atraso nos salários | metropoles.com.br

Motoristas e demais funcionários da companhia Marechal de transportes coletivos que opera no Distrito Federal, voltaram a cruzar os braços nesta terça-feira, 10 de novembro. A paralização dos trabalhadores é novamente o atraso nos pagamentos de salários e benefícios, as paralisações por este motivo têm sido rotineiras, frente ao tamanho descaso dos capitalistas da marechal com os trabalhadores da companhia. A paralização atinge as regiões de Samambaia, Taguatinga, Ceilândia, Recanto das Emas, Águas Claras, Guará, Gama e Santa Maria. São 489 ônibus operados pela companhia parados pela ambição capitalista.

Para esconder que precisa arrochar os salários e retirar direitos, a empresa, com muita cara de pau, voltou a alegar que se esforça para manter todos os pagamentos em dia e que busca empréstimo bancário para quitar os atrasados com os trabalhadores.

Frente a degradante situação de ter que trabalhar sem a contrapartida salarial, uma nova paralisação foi organizada pelo Sindicato dos Rodoviários do DF, o que reteve toda a frota nas garagens de Taguatinga Sul e PSul. Não demorou e os capitalistas que roubam o dinheiro dos trabalhadores acionaram a justiça dos endinheirados e colocou processo contra o sindicato por não manter (a arbitrária e criminosa legislação) 50% da frota em circulação nos horários de pico e 30% nos demais horários. A multa diária, anti – greve por descumprimento é de R$ 50 mil.

O contrato entre a Marechal e o Governo do Distrito Federal prevê mecanismos para amenizar o problema da redução de passageiros alegada pela empresa, mas para pressionar pela retirada de mais dinheiro público dos cofres do Estado, para rechear as suas já gordas contas bancárias, a empresa alega que a revisão da tarifa técnica promovida pela SEMOB foi insuficiente para remunerar os serviços.

O transporte não é mercadoria e não deve ser tratado como tal, no entanto, todas as empresas de transporte coletivo estão nas mãos de algum capitalista para se aproveitar dos passageiros que são obrigados a pagar, e muito caro por algo que deveria ser gratuito, por isso deve voltar ao poder do estado, além disso se a empresa Marechal não pode pagar os trabalhadores que a empresa vá para a mão do Estado que deve garantir o transporte da população e os direitos dos trabalhadores do DF.

A luta dos trabalhadores do transporte do distrito federal demonstra que apenas a mobilização dos trabalhadores contra essas condições massacrantes e predatórias pode, conter investidas corporativas e governamentais, que se valem do momento de pandemia para explorar e saquear ainda mais a classe trabalhadora. Para encostar na parede os capitalistas e seus amigos juízes, os trabalhadores devem imediatamente ocupar as instalações da empresa de transportes até o pagamento total dos salários da categoria.

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