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Três meses depois das eleições gerais na Alemanha, na última sexta-feira (12), a chanceler Angela Merkel entrou em um acordo com a cúpula do Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD, na sigla em alemão) para tentar formar uma nova grande coalizão. Será a segunda tentativa desde que o partido de Merkel, União Democrata-Cristã (CDU) conseguiu mais uma vez a maior bancada no Bundestag, o Parlamento Alemão, em outubro.

Apesar de conquistar a maior bancada, o CDU está cada vez menor no Bundestag. Depois das últimas eleições ficaram com 246 cadeiras, entre 709 assentos parlamentares disponíveis. Muito longe de um governo de maioria, indicando que Merkel está chegando aos seus últimos anos de poder, caso ainda consiga formar mais uma coalizão para continuar governando.

A democracia-cristã e a social-democracia já governaram com uma grande coalizão duas vezes. O desgaste para o SPD foi enorme, com os votos do partido diminuindo a cada eleição. Em outubro o partido chegou ao seu pior resultado eleitoral desde 1949, e terminou com apenas 153 cadeiras, como segundo maior partido em um parlamento completamente fragmentado.

Dessa vez, o líder do PSD, Martin Schulz, chegou a dizer que não repetiria uma grande coalizão com Merkel. Essa posição teve grande respaldo na base do partido, que representa a principal força de esquerda dentro do atual regime político alemão. No entanto, Schulz já tentou negociar a formação de mais um governo com o CDU, e agora está tentando novamente.

A segunda tentativa começou no final de dezembro, até chegar ao acordo da semana passada. O aval para a conclusão de uma negociação com Merkel para formar governo será dado, ou não, no dia 21 de janeiro, em um congresso partidário em que um quarto dos delegados do partido poderão votar.

A formação de um governo com Merkel enfrenta muita oposição na base do SPD. Kevin Kühnert, líder da juventude do SPD, está em campanha contra a grande coalizão. Segundo ele, uma nova grande coalizão destruiria o partido. O prognóstico de Kühnert não é artificialmente alarmista. De fato, o perigo de formar essa coalizão ainda mais uma vez é muito grande para o PSD. O partido será responsável por todas as medidas neoliberais de Merkel contra os trabalhadores, como aconteceu das outras duas vezes.

Nesse quadro, o único partido que aparecerá como verdadeira oposição no regime alemã será a extrema-direita, com a Alternativa para a Alemanha (AfD), que se opõe ao regime de conjunto. A extrema-direita vem crescendo a cada eleição e já tem uma bancada de 92 deputados no Bundestag. Um crescimento que corresponde à crise do próprio regime político em decomposição.

O regime político alemão talvez seja o mais estável do mundo inteiro entre os países imperialistas. A fragmentação do parlamento e a crise dos principais partidos do regime expressam uma profunda crise política das burguesias imperialistas no mundo inteiro. Desde que o capitalismo entrou em uma nova etapa de crise, a partir de 2008, os regimes imperialistas começaram a se decompor. Essa crise política é que colocou a necessidade de apertar o controle sobre os países atrasados, impulsionando uma onda de golpes no mundo inteiro, da Tailândia ao Brasil, passando por Ucrânia, Egito e por tentativas fracassadas como na Síria e na Turquia, entre outros golpes.

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