Participação do BNDES
Alinhado ao plano do governo federal de vender tudo o que for possível, governo do Rio de Janeiro leva adiante privatização de empresa superavitária
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Rio de Janeiro - Funcionários da Cedae fazem manifestação em frente à sede da empresa, na Cidade Nova, região central da capital fluminense (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Trabalhadores da CEDAE contra a privatização em 2017. | Fotos Públicas. Tomaz Silva/Agência Brasil.

O Governo do Estado em conluio com o BNDES, pretende entregar a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (CEDAE) até o final deste ano. O anúncio foi feito pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais do Rio de Janeiro. Entretanto, não é de hoje que os governos burgueses do estado pretendem privatizar a companhia. Ainda na administração de Luiz Fernando Pezão, foi firmado um acordo para que fosse liberado um empréstimo no valor de R$ 3,5 bilhões, com aval do governo federal, tendo como contrapartida do estado a concessão da Cedae.

No momento, o BNDES está reunindo todas as contribuições dadas nas audiências públicas e na consulta pública, para, em seguida, aprimorar a proposta de concessão. Portanto, a expectativa é de que a publicação do edital de licitação ocorra em outubro deste ano. Também há a expectativa de que o leilão aconteça neste ano, se pronunciou a secretaria, em nota divulgada pela assessoria.

De acordo com o superintendente da Área de Estruturação de Parcerias do BNDES, Cleverson Aroeira, há uma expectativa que o leilão seja realizado e disputado por investidores privados nacionais e operadores internacionais. Dentre os investidores citados pelo superintendente estão: fundos soberanos árabes, fundos de pensão e de investimentos do Canadá, fundos de infraestrutura e operadores da China. Como a concessão da Cedae tem prazo de 35 anos, este é um tipo de investimento que atrai muito a burguesia internacional e nacional, pois representa um investimento com retorno certo a longo prazo. Os investimentos que seriam necessários para a prestação do serviço já foi realizado pelo Estado, neste caso, sobraria os lucros e dividendos para os tubarões do mercado financeiro.

Assim como outras companhias estaduais de água e esgoto, a Cedae é uma empresa superavitária, lucrativa, tornando assim sua venda ao capital privado um crime ainda maior. Além do papel estratégico e fundamental de uma empresa que presta esse tipo de serviço, repassar a empresa para a burguesia representará aumento no valor dos serviços, além de um total descaso com a população do Rio de Janeiro. Direcionar um serviço essencial, como o prestado pela Cedae à iniciativa privada, é condenar a população a ter um serviço de pior qualidade e pagando mais.

É preciso mobilizar os trabalhadores para se contraporem a privatização da Cedae e todas as empresas estatais. O governo Witzel não é oposição ao Bolsonaro, mas sim, segue a mesma política no fundamental. Pelo fim das privatizações e estatização das empresas privatizadas. Fora Witzel! Fora Bolsonaro!

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