Monarquia, delírios, fascismo
Canal gerido pelo MEC apresenta série de programas que distorcem história brasileira e fazem propaganda de extrema-direita
Olavetes saudosistas da monarquia e capachos do imperialismo "recontam" a história do Brasil |

O governo fascista de Jair Bolsonaro deu mais um passo no sentido da destruição da cultura e da educação brasileiras. Ao longo desta semana, a TV Escola exibirá uma série de pseudo-documentários intitulada “Brasil: a última cruzada”.

O objetivo dos 6 capítulos da série é recontar a história brasileira desde uma perspectiva de extrema-direita, das origens até Getúlio Vargas. Administrado pelo Ministério da Educação, o canal será usado como instrumento de propaganda de ideólogos do bolsonarismo.

Cada episódio apresenta os delírios de autoproclamados especialistas. Um deles é o herói intelectual da extrema-direita, o “filósofo” Olavo de Carvalho. Outras figuras entrevistadas são os olavetes Rafael Nogueira, saudosista da monarquia e atual presidente da Biblioteca Nacional, e Thomas Giulliano, defensor do projeto Escola sem Partido (Escola com Fascismo) em sessão da Câmara dos Deputados de Brasília. Dom Bertrand, bisneto da princesa Isabel, e o deputado do PSL Luiz Philippe de Orleans e Bragança, outro descendente da família real, revelam a simpatia dos bolsonaristas por restos de uma escória que ainda não foi totalmente superada no Brasil.

O material foi elaborado pela produtora de extrema-direita Brasil Paralelo, responsável também pelo documentário “1964: O Brasil entre armas e livros”, que tenta justificar o golpe militar como defesa contra uma suposta “ameaça” comunista.

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