Governo uruguaio não se rende ao imperialismo norte-americano e não expulsa diplomatas russos

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Em um episódio cujos detalhes ainda são desconhecidos, o Ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Rodolfo Nin Novoa, recusou pedido do governo norte-americano para que expulsasse diplomatas russos em represália ao suposto envenenamento do ex-espião Sergei Skripal. O diplomata uruguaio classificou o pedido como impertinente e acrescentou que o Uruguai define de forma independente suas relações com o mundo.

Neste momento o imperialismo anglo-saxão, bem como os seus sócios menores, encontra-se em profunda crise cujo sintoma mais aparente é a sensação de caos tanto nos assuntos internos dos países centrais quanto nas suas relações com o restante do mundo. O ambiente político dos Estados Unidos, onde um movimento golpista está abertamente em marcha não está a dever nada ao de países do terceiro mundo. No Reino Unido o governo encontra-se afundado no pântano das negociações para a sua saída da União Europeia e da trapalhada do envenenamento do ex-espião russo. Neste quadro, setores da burguesia de diversos países tem manifestado relutância em apoiar as políticas de confronto do imperialismo estadunidense.

A atitude altiva do governo uruguaio contudo não foi confirmada no último Encontro das Américas onde a quase totalidade dos governos latino-americanos decidiram apoiar o bombardeio estadunidense na Síria.