Reabertura para o coronavírus
Burguesia arrisca a vida de milhares de pessoas, crianças, jovens e adultos com sua política de ”liberou geral” ignorando o números de mortes que só aumenta.
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Retorno presencial as escolas durante a pandemia. | Foto: Reprodução

A semana de volta às aulas presenciais no Amazonas foi emblemática. Confirmando o desespero da burguesia em retormar o ano letivo, colocando os filhos dos trabalhadores em risco, afinal de contas, avança a política de ”liberou geral” no pico da pandemia, com cerca de 105 mil mortos, 3 milhões de infectados e mil mortes diárias por média.

Diante deste cenário macabro, é necessário repercurtir os efeitos da retomada das atividades presenciais, destacando a ameaça representada pela medida irresponsável.

146 dias de paralisação

Os colégios retornaram após uma paralisação de 146 dias, desde o inicio de março. As aulas neste novo formato chamado de ”híbrido” colocaram 55 mil às classes na segunda e outros 55 mil na terça. Na capital, estudantes e professores protestaram contra o retorno das aulas por conta do risco de contágio da Covid-19, que já infectou mais de 109 mil pessoas no Estado. O Amazonas foi o primeiro Estado do País a retomar as aulas presenciais na rede pública.

Além de desagradável, é uma situação muito complicada em relação ao risco de vida. A Seduc (Secretaria de Estado de Educação e Desporto) não está levando em consideração a vida dos alunos e dos trabalhadores em educação. Já havíamos feito essa denúncia, quando tomamos ciência do protocolo de retorno das aulas. O que estamos vendo aqui hoje é brincar com a vida das pessoas“, denunciou a diretora-presidente, Ana Cristina Rodrigues, do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas (Sinteam).

O Colégio Militar da Polícia Militar V – Tenente Coronel Cândido José Mariano e o Centro de Educação de Jovens e Adultos (Ceja) Agenor Ferreira Lima suspenderam as atividades nesta quarta-feira (12) para uma aparente desinfecção, sanitarização dos locais. Enquanto isso, uma professora da Escola de Tempo Integral Maria do Céu, na Zona Norte, testous positivo para o novo coronavírus nessa segunda-feira.Os estudantes e servidores da unidade foram liberados para nova desinfecção no local.

Entidades se posicionam contra o retorno

Em vídeo, a professora do Ceja Priscila Soares diz que houve contaminação de um professor do período noturno. E que mesmo assim a escola pretende manter o plano de volta às aulas, independentemente do caso de covid-19, retomando as atividades na quinta seguinte (13). “A gente não pode aceitar isso. Isso demonstra a irresponsabilidade desse governo que não está preocupado com a segurança dos alunos, nem dos professores, nem de ninguém da escola. Se ele estivesse preocupado com a nossa segurança, não estaria nos mandando para esse retorno absurdo”, afirmou.

A Associação Sindical dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas de Manaus (Asprom Sindical) declarou comunicado de greve por tempo indeterminado na Secretaria da Educação do Amazonas. O secretário de Comunicação da entidade, Lambert Melo frisou que o estado voltou a registrar novos casos e mortes pela covid-19, e disse que a volta às aulas aumenta o risco de contaminação. “Só podemos falar em retorno quando a pandemia estiver controlada. A partir daí vamos discutir outras questões, como a reforma das janelas para facilitar a circulação do ar”, afirmou.

A Asprom Sindical denunciou que o governo de Wilson Miranda Lima (PSC) não realizou testagem prévia nos estudantes e professores, para detectar casos assintomáticos. Também cobrou uma ação específica no transporte coletivo, que terá a demanda aumentada com a circulação dos trabalhadores da educação, alunos e seus familiares. No estado, não há obrigatoriedade de usa de máscara no transporte coletivo, nem um programa de higienização intensificado dos veículos.

Atos presenciais

Na manhã de segunda, um grupo de professores fixou cruzes em um ato de protesto contra o retorno das aulas presenciais. O ato aconteceu na rotatória do Produtor, na Avenida Autaz Mirim, Zona Leste de Manaus. Dezenas de cruzes foram colocadas no gramado da rotatória como forma de representação pelas mortes causadas pela Covid-19. Além das cruzes, uma placa com a frase “Escola fechada, vidas preservadas” foi estendida no local.

Na manhã seguinte, um grupo de estudantes fixou cruzes em frente à sede do Governo nesta terça-feira em protesto contra o retorno das aulas presenciais na capital. O ato teve início por volta das 8h30 e contou com representantes da Associação Sindical dos Professores de Manaus (Asprom), que deflagrou greve de professores no inicio da semana e integrantes da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas.

Para além da denúncia, é preciso saudar a iniciativa dos atos presenciais, ainda que pequenos e ”simbólicos”, são um pequeno mas importante passo na mobilização de todos os professores e estudantes, que devem organizar uma frente grevista contra a volta às aulas e por comitês de luta contra o EAD.

Retorno presencial só com vacina!

 

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