Governo sem cultura: extrema-direita está destruindo as políticas de incentivo ao cinema nacional

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Numa semana em que o presidente Jair Bolsonaro vai ao cinema com a primeira-dama Michelle Bolsonaro, para assistir a uma produção norte-americana, o cinema nacional enfrenta a pior fase de incentivos públicos federais da última década. Alvo constante de Bolsonaro desde a sua campanha, a Lei Rouanet aponta queda nos repasses de estatais federais para projetos audiovisuais, por meio de renúncia fiscal, reduzindo à menos da metade os  repasses, se comparado os valores no mesmo período, no ano passado.

A arrecadação no primeiro trimestre deste ano foi de RS 1,029 milhão. Se mantida essa média, as estatais fecharão o ano com um desembolso total de R$4,1 milhões, menos da metade os R$9,7 milhões disponíveis em 2018. Nos últimos dez anos, os repasses caíram de R$34,2 milhões em 2009, para o valor arrecadado no último ano, segundo dados do Ministério da Cultura.

Inimigos históricos da cultura, pelo seu fomento ao pensamento crítico, a direita rejeita a cultura nacional, principalmente a cinematográfica, que retrata as contradições sociais da realidade brasileira, reflexo da decadência capitalista e do autoritarismo dos governos de direita. Calam a cultura para calar o conjunto da sociedade. É parte de uma política repressiva da direita. Pela cultura é preciso se mobilizar contra Bolsonaro: fora Bolsonaro e todos os golpistas!