Privatizar tá difícil
Em meio a enorme crise do sistema golpista, a entrega do patrimônio brasileiro continua na ordem do dia. O povo precisa deve se mobilizar e lutar para preservá-lo
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
32474389843_e9e7f1cacd_c (1)
Correios | Foto: Jeso Carneiro

Em matérias do jornal Brasil 247 destacam que Paulo Guedes está “frustrado com o governo” por não ter conseguido privatizar uma estatal sequer, e que deve acelerar essa política, inclusive com a venda de imóveis para abatimento da dívida pública. Ele está tendo oposições no governo e perdendo prestígio no mercado financeiro por falta de reformas.

Afirma também que o presidente Bolsonaro prepara um novo lote de privatizações para 2021 e que estão no topo dessa lista o Porto de Santos, a Eletrobrás, os Correios e o Portfólio PPSA (Pré Sal Petróleo).

No fórum promovido pela Bloomberg, ele avaliou que se o Brasil for atingido pela segunda onda do covid-19. irá preparar um auxílio fiscal com valor menor, cerca de 4% do PIB. Diz que essa não é uma avaliação predominante, a percepção mais usual é que a pandemia está retrocedendo e a economia está aquecendo fortemente.

Em conversa com a CNN, o jornal diz que ao se referir à própria declaração, de que “o Brasil pode ir para uma hiperinflação rapidamente se o país não rolar a dívida pública”, alegou que a intenção era para dar um alerta e focar na pauta das privatizações.

Fugindo assim da necessidade de emissão de moeda por não conseguir arrecadações satisfatórias de impostos, e da bola de neve que se tornaria essa prática. A equipe econômica nega que essa declaração do ministro tivesse intenção de crítica ao Banco Central por não conter o processo inflacionário.

Aqui fica evidente que o governo não está conseguindo por em prática a política privatista que anunciou em sua campanha eleitoral. Passaram-se dois anos e nada de privatizações. Então, diante da dificuldade optou por fatiar as estatais e vender seus ativos numa tentativa de contornar a dificuldade.

Foi o que aconteceu com a Petrobras, que já venderam cerca de metade da empresa, como é o caso da venda recente dos polos produtores de petróleo e gás de Sergipe e Alagoas, no caso da Caixa Federal a venda do Portfólio Loterias e mais de 7 mil demissões anunciadas, nos Correios, os empregados perderam grande parte do acordo coletivo, como horas extra, precarização do plano de saúde, redução do salário e demissões também.

O fato de o governo não estar conseguindo privatizar de uma vez as empresas não deve confundir a população, como se ele não tivesse como objetivo entregar o patrimônio nacional ao imperialismo. Nada disso. O que de fato acontece é que diante de tantas perdas impostas à classe trabalhadora, um setor está morrendo de medo de que a população se revolte e coloque abaixo esse regime fétido de uma vez.

Enquanto um setor tenta de todos os modos entregar nossas riquezas ao capital estrangeiro, o privatizar tudo da campanha eleitoral, outro setor mais consciente da política real puxa o freio tentando evitar o pior para a burguesia imperialista.

Não nos iludamos, a crise no governo é real. Diante da catástrofe iminente ficam dando uma martelada no cravo e outra na ferradura tentando evitar o aprofundamento da crise social e a perda do controle sobre a população e consequentemente do poder.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas