Siga o DCO nas redes sociais

Governo Mauro Mendes (MT): mais ditador ainda

O anterior governador do estado de Mato Grosso (MT), o tucano Pedro Taques, realizou duros ataques contra os servidores estaduais. Não por acaso, muitos o apelidaram de “Pedro aTaques “, dentre outros apelidos “carinhosos” que ele merecidamente recebeu.

Diante de tantos ataques de Taques, um golpista de carteirinha,  que meses antes do impeachment fraudulento de Dilma Rousseff (PT) já comemorava sua derrubada, os servidores e o povo matogrossense de um modo geral, ansiavam pelo fim do governo tucano. E quando Mauro Mendes foi eleito através das mesmas eleições fraudadas que elegeram um inimigo da população para presidente, muitos acreditaram que isso poderia significar um alívio. Ledo engano.

Mauro Mendes assumiu dizendo que colocaria as contas do estado em ordem e não demorou muito para que ficasse claro que isso significava a mesma política econômica do golpista Bolsonaro: fazer o povo matogrossense pagar pela crise capitalista,  custe o que custar. Basta conferir os secretários que continuam ocupando pastas estratégicas e o “Pacote de Maldades” apresentado para perceber que trata-se da continuidade da política do governo de Taques, porém mais aprofundada no que se refere aos ataques ao povo. E, para colocar em prática essa agenda de devastação econômica, o governo já se mostrou disposto a utilizar-se de métodos repressivos típicos de uma ditadura, como o que se viu na Assembléia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT).

Conforme informações do Sintep – MT, alguns dos ataques são:

  • Atraso no pagamento dos salários dos servidores, em desrespeito à Constituição Estadual de 1989;
  • Escalonamento dos salários – com pagamento por faixas salariais; Não pagamento dos juros por atraso dos salários; Parcelamento do 13º salário/2018 (aniversariantes de novembro e dezembro e contratados);
  • Mudança na forma de pagar o 13º salário/2019, com a promessa de pagar no mês dezembro; não prevê o pagamento dos resíduos salariais de 2018 (RGA e 13º);
  • Apresenta leis como a Reforma Administrativa que objetiva o fim da autonomia das empresas estatais, ou seja, um passo para a completa privatização ou mesmo extinção de algumas empresas estatais, algo que foi anunciado por ele já no início;
  • Promove ataque ao MT-PREV, quando extingue a paridade no Conselho da Previdência e passa integralmente para o executivo o controle exclusivo para majorar a alíquota previdenciária no cálculo atuarial. (percentual de Contribuição) Determina o CONGELAMENTO por dois anos da REVISÃO GERAL ANUAL (RGA). Com essa medida o governo compromete as leis de carreira, que tem na composição, percentuais de correção, a RGA;
  • Aprova o DECRETO DE CALAMIDADE FINANCEIRA, no estado que tem o 4ª melhor PIB do pais. Derruba a obrigatoriedade de cumprimento das leis de carreira para congelar os salários e atinge as leis de carreira, em especial, para anular a política da dobra do poder de compra na educação. Lei de Responsabilidade Fiscal – Coloca um TETO no orçamento para ser usado com pagamento da Folha dos SERVIDORES e cria armadilhas para não acontecer superávit, mesmo com cenário de crescimento de receita.

A partir desse breve resumo é possível notar que os ataques de Mauro Mendes não são apenas contra servidores, mas contra toda a população Mato Grossense. Trata-se claramente de um programa de terra arrasada contra o povo. O mesmo programa econômico de Bolsonaro, encabeçado pelo seu ministro Paulo Guedes. É o aprofundamento do golpe de Estado que derrubou o governo legítimo de Dilma Rousseff (PT) para implantar esse regime de miséria contra os brasileiros. E não poderia ser diferente, afinal, Mendes é o representante da família Campos, os coronéis que há muito tempo mandam em Várzea Grande (MT) e que são os representantes do DEM, que em outros tempos se chamou ARENA, o partido da ditadura militar.

Diante disso, que é, inequivocamente, uma declaração de guerra contra todos os trabalhadores e todos os setores oprimidos da sociedade, só há uma política que possa fazer sentido para barrar essa ofensiva: mobilizar contra o regime golpista, o que significa formar comitês de luta entre os servidores e lutar tendo como palavra-de-ordem “Fora Mauro Mendes” e “Fora Bolsonaro e todos os golpistas”.