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Em visita oficial a Israel, o ministro das relações exteriores do Brasil, Aloysio Nunes, avistou-se no último dia 27 com o Primeiro-Ministro daquele país, Binyamin Netanyahu. Aloysio convidou o chefe de governo israelense para visitar o Brasil, provavelmente em junho deste ano. Caso confirmada, seria a primeira vez que um chefe de governo israelense faria uma visita oficial ao Brasil. Em setembro do ano passado Netanyahu realizou a primeira visita de um primeiro-ministro israelense à América Latina mas o Brasil foi deixado fora do roteiro. Em várias oportunidades durante a visita o ministro brasileiro fez questão de deixar claro sua intenção de estabelecer laços mais estreitos com Israel.

O governo golpista cuja missão declarada é destruir o país possivelmente para jogá-lo no caos, tem sido hábil no trabalho de reduzir à insignificância o papel do Brasil no cenário internacional. Dado o caráter profundamente retrógrado, obscurantista e oportunista do governo ilegal instalado no Brasil a aproximação maior com a entidade sionista era apenas uma questão de tempo. Por outro lado é de se deduzir que sendo o governo do golpe apenas uma governadoria geral colonial o alinhamento com o sionismo é também um ditado emanado da metrópole.

Segundo se depreende pelas notícias veiculadas pela imprensa corporativa é do Brasil a iniciativa de “restaurar” as relações entre os dois países o que dá a Israel a vantagem de estabelecer condições. Tendo em vista que não existem restrições no campo do comércio e que no campo da economia a as relações entre os dois países não têm relevo excepcional a importância nessas relações está no campo político e estratégico. Em razão de sua política expansionista e agressiva no Oriente Médio, mais ainda sua política genocida na Palestina além do seu unilateralismo que desafia as leis internacionais Israel precisa desesperadamente de apoio nos foros internacionais onde se tornou pária. O apoio automático do Brasil neste caso seria muito bem-vindo a despeito de reduzido à irrelevância diplomática.

A visita do ministro brasileiro não teve grande repercussão em Israel a julgar pela escassez de notícias na imprensa israelense acerca do assunto. O sítio “Jerusalem On Line” dedicou dezoito linhas ao assunto.

Também não se deve perder de vista que o apoio às políticas de Israel é pessoalmente rentável. É notório que a maioria esmagadora dos parlamentares norte-americanos recebem dinheiro em abundância do poderoso Comitê Israelense Americano para Assuntos Públicos (AIPAC) e assim no congresso dos Estados Unidos não passa nenhuma medida que contrarie interesses sionistas.

É irônico que há a possibilidade de que os dois governos já não existam na ocasião aventada para a visita em junho pois ambos encontram-se acossados por graves acusações de corrupção o que torna incerta a sobrevivência de ambos.

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