Governo golpista do Equador permite que Assange volte a se comunicar, mas com restrições

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Da redação – O governo do atual presidente do Equador, Lenín Moreno, que traiu seu aliado e ex-presidente Rafael Correa, deu permissão para que o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, volte a ter contato com o mundo exterior, mas com restrições.

Assange sofreu uma punição em março deste ano, quando o governo equatoriano alegou que ele “rompeu um acordo” assinado no final de 2017, de “não publicar conteúdo que comprometa a política de outros países”. Na época, ficou proibido o acesso à internet e o uso de telefone, ficando permitida apenas a visita de membros de sua equipe. A partir desta semana, Assange pode voltar a se comunicar, desde que “não expresse nenhuma opinião relacionada à política internacional”, sob o risco de ser extraditado da embaixada do Equador em Londres e, consequentemente, de ser entregue aos Estado Unidos para ser colocado na prisão.

O WikiLeaks foi fundado em 2006. Desde então, tem vindo à tona para o grande público uma série de arbitrariedades, golpes e várias informações comprometedoras à política imperialista que vem sendo implementada em todo o mundo. Por esse motivo, Julian Assange foi perseguido pela Suécia, Estados Unidos e Reino Unido, atribuindo a ele a acusação de um suposto abuso sexual que possa ter sido cometido. Na verdade, é um pretexto dos países imperialistas e de países alinhados a essa política, para deslegitimar e desmoralizar as denúncias feitas por ele.

Desde 2012, Assange se encontra asilado na embaixada do Equador em Londres, onde lhe foi concedido asilo diplomático pelo então presidente progressista, Rafael Correa. A sucessão de Correa por Lenín Moreno trouxe uma virada brusca na política adotada no Equador, baseada, por exemplo, no acordo entre a imprensa local e o setor privado, além de medidas de austeridade, e isso repercutiu no tratamento para com Assange, colocando a sua liberdade e os seus direitos mais básicos em risco.

Agora, com o alinhamento do país latino-americano ao imperialismo estadunidense, o fundador e principal porta-voz do WikiLeaks está sem direito de ir e vir, sem poder se comunicar de forma plena, sendo proibido de dizer a verdade por trás da política mundial, com o risco cada vez maior de ser entregue de fato à prisão. É assim que o imperialismo reage a todos que confrontam o sistema imposto em todos os países.