Governo propõe mudança no estatuto da CEF visando sua privatização

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Está marcado para a próxima semana a reunião do Conselho de Administração da Caixa Econômica Federal, que tem como presidenta Ana Paula Vescovi, que também é secretária-executiva do Ministério da Fazenda, com a finalidade de votar a mudança no estatuto do banco para pôr fim a prerrogativa dos funcionários concursados do banco ocupem as diretorias executivas e jurídica e o cargo de auditor chefe.

A crise econômica permanente que se encontra o País e agora com a crise cambial, com a subida o dólar e a desvalorização da moeda nacional, revela que a situação econômica está extremamente instável, reflexo direto da crise política nacional. A desvalorização da moeda é a expressão da fuga de capitais em que setores de investimento capitalistas estão deixando o Brasil porque sentem uma grande insegurança através do desequilíbrio do mercado provocado pelas incertezas sobre os rumos da economia.

O governo golpista de Michel Temer, usando como pretexto a crise e visando garantir ganhos extraordinários para os grandes monopólios, vem sistematicamente anunciando para o mercado a política de privatização das empresas estatais a apreço de banana para os capitalistas, tal como o caso da Eletrobrás que está sendo preparada para ser entregue para o capital estrangeiro, hoje está avaliada em mais de R$ 370 bilhões e será oferecida por R$ 12 bilhões, uma verdadeira rapina com o patrimônio do povo brasileiro para satisfazer meia dúzia de especuladores capitalistas parasitas.

Na esteira das privatizações, uma das empresas públicas que está na lista da direita golpista é a Caixa Econômica Federal, uma empresa 100% pública, exerce uma importante função social decorrente a financiamento imobiliário, saneamento básico e infraestrutura com taxas abaixo do mercado para a população. Uma empresa que detém um patrimônio líquido na ordem de R$ 63,6 bilhões, com um ativo total no valor de R$ 1,277 trilhão e que obteve um lucro líquido no valor de R$ 12 bilhões em 2017.

Para levar a frente a política da entrega da Caixa o governo golpista de Michel Temer resolveu mudar o estatuto do banco para acabar com a prerrogativa de que empregados concursados da empresa ocupem as diretorias executivas e jurídica e o cargo de auditor chefe e colocar os seus cupinchas para assumirem tais cargos e aumentar a investida contra o banco preparando a sua privatização.

Os golpistas já começaram a fazer o fatiamento do banco, como foi anunciado pelo Ministro golpista do Ministério da Fazenda, Henrique Meirelles, através da entrega da Lotex da Caixa, um dos setores de maior rentabilidade para o banco para passar para capitalistas nacionais e internacionais. Estão também na lista dessa entrega o setor de seguridade do banco e a quebra do monopólio da administração dos recursos do FGTS na ordem no valor de R$ 300 bilhões para beneficiar os banqueiros do Bradesco e do Santander.

É necessário barrar esta ofensiva, e a única forma para isso é levantar uma ampla mobilização que unifique os bancários e todos trabalhadores contra o golpe e o imperialismo. Sem barrar o golpe todos dos direitos conquistados pelos trabalhadores estão em risco. Por isso é preciso organizar a mobilização de toda a categoria bancária, junto com todos os trabalhadores, colocando nas ruas uma intensa mobilização para derrotar o golpe e a anulação de todas as suas medidas.