O Ministro da Educação do governo golpista, Mendonça Filho, assinou na última quinta-feira de 2017 a portaria que define o reajuste de 6,81% no piso salarial docente para 2018. Com isso, o valor mínimo que professores devem receber pela jornada de 40 horas semanais passou de R$ 2.298,80 para R$ 2.455,35.

A atualização é determinada por lei e deve ser realizada todo ano, com base no valor dos recursos destinados ao Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

Mas, no dia 2 de janeiro, o presidente Michel Temer vetou o adicional de R$ 1,5 bilhão que seria destinado ao Fundeb. Com o veto o reajuste é inócuo, pois é o reajuste seria pago pelo Fundeb.

A solução imediata seria o aumento no repasse de verbas feito pela União a estados e municípios por meio do Fundeb e não o corte do mesmo.

Com o desmonte gerado pela falta de orçamento, entra em cena a privatização e o discurso e a propaganda da imprensa golpista que apoia a cobrança de mensalidade, e que a gestão passe para as mãos da iniciativa privada, tornando o ensino mais um bem de consumo com restrito acesso.

Apenas com a derrocada do golpe, com forte mobilização social pelo fim desse governo que atua em prol de uma elite mesquinha pode-se recuperar o acesso do pobre, da classe trabalhadora a educação gratuita.
É preciso combater a política de privatização, e lutar por serviços públicos de qualidade; são serviços de propriedade dos trabalhadores, que possuem o direito sobre eles e não devem deixar que eles, os golpistas, acabem com o que pertence ao povo.