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Governo golpista corta dos medicamentos e distribui dinheiro para sanguessugas
Governo golpista corta dos medicamentos e distribui dinheiro para sanguessugas

A política dos golpistas é de por abaixo tudo o que é público e beneficia a população carente em prol dos interesses dos capitalistas e do setor privado. Um exemplo claro disso foi o que aconteceu com o programa Farmácia Popular. Criado em 2004, durante o governo do PT, o programa tinha como objetivo principal fornecer remédios a baixo custo para a população pobre. Os medicamentos eram subsidiados pelo governo, o que abaixava o preço, 80% dos beneficiados pelo Farmácia Popular recebiam até dois salários mínimos. Com o projeto, diminuiu o número de internações nos hospitais e facilitou as condições de vida das classes mais pobres, principalmente nas regiões onde o índice de pobreza é mais alto, como no nordeste.

Após o golpe, o governo golpista tratou da acabar com o programa, com a desculpa de que causava muitos gastos. Ao mesmo tempo, no entanto, os golpistas firmaram parcerias com farmácias privadas para a venda dos remédios para a população. Uma investigação do Tribunal de Contas da União revelou, todavia, que o valor pago pelo governo às farmácias privadas era muito acima do valor de mercado dos medicamentos.

O custo da insulina, por exemplo, está 175% acima do valor cobrado pelo Sistema Único de Saúde, o SUS. A média chega a casa dos 824% acima do valor de mercado dos remédios. Os convênios com as empresas privadas são na verdade uma forma de desvio do dinheiro, que era utilizado para beneficiar uma parcela significativa da população brasileira, a qual dependia dos medicamentos mais baratos, para o bolso dos grupos farmacêuticos privados. É a política de entrega total dos recursos da população brasileira para o bolso dos capitalistas.

À frente do esquema está o ministro golpistas da Saúde, Ricardo Barros, o mesmo que defendeu o fim do SUS e a adoção de planos privados de saúde. Um verdadeiro parasita a serviço dos bancos e dos monopólios empresariais da área da saúde.

De acordo com pesquisadores da área da saúde, o fim do programa Farmácia Popular irá aumentar os gastos com a saúde pública, uma vez que se tornou praticamente impossível para a população mais carente adquirir os medicamentos devido ao valor mais caro.

A destruição da saúde pública é um dos objetivos do golpe de estado. Os golpistas querem dar de bandeja o recurso destinado à saúde da população para os banqueiros e capitalistas internacionais. A saída para esse problema só pode ser a mobilização popular contra o golpe de estado em defesa de seus direitos, como a saúde pública e a educação.