Venda do patrimônio nacional
Primeira refinaria de petróleo no país, a Rlam tem capacidade para processar 323 mil barris de petróleo por dia, que são transformados em 31 produtos
BAHIA 14/12/2017
Refinaria Landulpho Alves-Mataripe (RLAM), localizada no município de São Francisco do Conde.  
Sobrevoo em direção ao poço Candeias – 1  da Petrobrás. 
Foto: Saulo Cruz/MME
Refinaria Landulpho Alves (Rlam) | Foto: Saulo Cruz/MME
BAHIA 14/12/2017
Refinaria Landulpho Alves-Mataripe (RLAM), localizada no município de São Francisco do Conde.  
Sobrevoo em direção ao poço Candeias – 1  da Petrobrás. 
Foto: Saulo Cruz/MME
Refinaria Landulpho Alves (Rlam) | Foto: Saulo Cruz/MME

De acordo com o site de noticias da CUT Brasil, a direção da Petrobrás anunciou nessa segunda-feira (8) a conclusão da rodada final do processo de venda da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), localizada no município de São Francisco do Conde, na Bahia. De acordo com a estatal, o Mubadala Capital apresentou a melhor oferta final e vai levar a primeira refinaria do Sistema Petrobrás e segunda do país em capacidade de processamento pelo valor de US$ 1,65  bilhão.

Junto com a Rlam estão sendo entregues 669 quilômetros de oleodutos, que ligam a refinaria ao Complexo Petroquímico de Camaçari e ao Terminal de Madre de Deus, que também está sendo vendido no pacote que inclui ainda outros três terminais da Bahia (Candeias, Jequié e Itabuna).

Segundo o site do Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro-BA). A entidade diz, que os petroleiros não vão ficar de braços cruzados. Em assembleia, os petroleiros já haviam decidido pela realização de uma greve, caso houvesse progresso nas negociações para a venda da Rlam.

A assinatura do contrato de compra e venda ainda está sujeita à aprovação dos órgãos competentes, mas “as consequências da venda da Rlam já podem ser antecipadas e não serão boas para os consumidores e para o país”, afirma o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista.

“A venda vai impactar a economia baiana e dos municípios localizados no entorno da Rlam, além de diminuir os níveis de investimento, emprego e direitos dos trabalhadores”.

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