Extermínio da Juventude
Governo fascista: seguem os assassinatos de jovens no Rio de Janeiro
A política que o governador Witzel, conhecido por suas táticas fascistas, vem implantando no RJ só tende a aumentar o número de mortes dos filhos da classe trabalhadora
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Extermínio da Juventude
Governo fascista: seguem os assassinatos de jovens no Rio de Janeiro
A política que o governador Witzel, conhecido por suas táticas fascistas, vem implantando no RJ só tende a aumentar o número de mortes dos filhos da classe trabalhadora
Intervenção policial em favela do Rio. Foto: Reprodução.
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Intervenção policial em favela do Rio. Foto: Reprodução.

No último fim de semana, foram encontrado os corpos de três jovens mortos nos fundos de uma garagem de ônibus, em Nova Iguaçu, no Rio Janeiro. Dois dos jovens eram irmão e o terceiro era primo deles. Ambos foram encontrados com marcas de tiro e agressão física pelo corpo. Os garotos haviam saído à noite, porém não voltaram na manhã seguinte e a moto está desaparecida até agora.

Ainda na mesma região de Nova Iguaçu, outros corpos foram encontrados vítimas de mortes violentas, incluindo um senhor que era catador e teve sua casa invadida. Os crimes ainda estão sendo investigados, mas dificilmente terão alguma resposta, assim como a maioria dos homicídios de pessoas pobres do País. Essa realidade de violência está sendo recrudescida pelo governador fascista do Rio, Wilson Witzel, que dá carta branca para a polícia agir, e não alterou de nenhuma forma para melhor a questão dos homicídios.

Segundo o Centro de Pesquisas do Ministério Público do Rio de Janeiro, a realidade é bem ao contrário. Uma pesquisa desse Centro mostra que a letalidade policial não reduz o número de crimes no estado, além de afirmar que o número de mortes que ocorrem em ações policiais não tem relação com a redução da criminalidade. Isso significa, basicamente, que a política ostensiva de Witzel contra a população pobre só faz aumentar o número de mortes, principalmente a de jovens como os três meninos que foram encontrados mortos em Nova Iguaçu. Isso quando não são “confundidos” com bandidos pela polícia racista e vítimas de bala “perdida” que, incrivelmente, só encontra a classe trabalhadora e seus filhos.

É uma clara política de extermínio da juventude no País e no Rio de Janeiro, pois dificilmente o Estado se mobiliza a resolver esses homicídios quando se trata da juventude pobre e negra, afinal, não servem de nada para a burguesia. Quando esses jovens não são mortos pelas mãos do principal aparato de repressão do Estado, a polícia, que age de forma atroz nos bairros pobres, acabam morrendo pela criminalidade que só tende a crescer, enquanto o Brasil se afunda na crise econômica. De qualquer forma, esses jovens não possuem nenhum tipo de segurança que os garanta sair de casa e ter a certeza que voltarão, principalmente quando se trata das favelas onde há intervenção militar.