Governo fascista de Bolsonaro quer a destruição completa dos sindicatos

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Um dos objetivos da direita, com golpe de Estado no país, é a tentativa de liquidação com as organizações dos trabalhadores.

Não por acaso as investidas dos golpistas em liquidar com a maior organização sindical dos trabalhadores, Central Única dos Trabalhadores (CUT), criada em um momento de ascenso do movimento operário brasileiro no final da década de 1970 e começo dos anos de 1980, que, devido a sua força derrubou uma ditadura militar, e enfraquecer os sindicatos de trabalhadores é parte dessa política.

O fim do imposto sindical é uma campanha contra as organizações dos trabalhadores, pois a direita e seus governos temem tais organizações e o imposto dava um poder muito grande a elas. A burguesia, logicamente, percebe que os maiores e mais importantes sindicatos do país são filiados à CUT, organização que efetivamente luta contra o golpe; com o fim do imposto sindical visam uma maior intervenção nos sindicatos e nas organizações dos trabalhadores com o objetivo de liquidá-las, justamente em um momento em que o regime caminha cada vez para uma ditadura, com ataques cada vez mais brutais à classe operária.

Os países imperialistas, diante da gigantesca crise econômica mundial do capitalismo, partiram para uma política, em aliança com a burguesia nacional, de golpe de Estado em vários países, com a intenção de aprofundar a política neoliberal de ataques aos direitos e conquistas dos trabalhadores e da entrega do patrimônio do povo brasileiro para os capitalistas nacionais e internacionais. As medidas econômicas já no governo do golpista, Michel Temer, aprofundadas no fraudado governo fascista de Bolsonaro: reforma da previdência, congelamento dos gastos públicos, privatização, desemprego em massa, etc., tem levado os trabalhadores, a cada dia que passa, a se mobilizarem, como já vem acontecendo nas greves operárias no ABC paulista, da Ford em Camaçari, dos municipários em São Paulo, ou mesmo na manifestação das milhões de pessoas no país inteiro, neste carnaval, nos blocos em repúdio ao governo.

Além do ataque com o fim do imposto sindical o governo golpista de Bolsonaro, com o fim do Ministério do Trabalho, transferiu a parte jurídica do ministério para o Ministério da Justiça, que coloca todo o sindicalismo brasileiro sob intervenção judicial. É mais um ataque às organizações operárias. No final da ditadura os sindicatos conseguiram uma liberdade quase completa, tendo que prestar contas só aos trabalhadores. Agora, com o golpista Sérgio Moro no Ministérios da Justiça aumentará a perseguição aos sindicatos e por em prática a proposta do capacho do imperialismo norte-americano, Moro, o fim da unicidade sindical.

Os sindicatos, assim como os partidos políticos, não são empresas estatais e não devem ter o controle do Estado, muito menos prestar contas de como o dinheiro da classe trabalhadora deve ser usado.

A decisão de como os trabalhadores devem se organizar, de como os seus recursos devem ser aplicados ou extintos não pode estar na mão de meia dúzia de parlamentares golpistas, que além de ser um pilar fundamental do golpe, estão aprovando todas as reformas contra os trabalhadores e de toda a população no Congresso Nacional.

Neste sentido é de fundamental importância organizar, imediatamente, uma verdadeira campanha contra a destruição dos sindicatos, que passa necessariamente pela palavra de ordem, Fora Bolsonaro e todos dos golpistas. Liberdade para Lula.