Desmonte da Eletrobras
A privatização da Eletrobras é um projeto iniciado pelo golpista Michel Temer (MDB) e, amplamente, encampado pelo governo de Jair Bolsonaro
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Esta “privatização” era um crime anunciado, sindicalistas a denunciam desde o ano de 2018 | Foto: Reprodução

A privatização, a entrega na verdade, da Eletrobras, é um projeto iniciado pelo golpista Michel Temer (MDB) e amplamente encampado pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido). Assim, a Eletrobras realiza entrega da usina eólica mais lucrativa por menos de 20% do que gastou na construção.

O prejuízo ao país é incalculável. Bolsonaro se desfez, por uma bagatela, do Complexo Eólico Campos Neutrais, considerado o maior da América Latina.

As perdas ainda estão por ser medidas, a Eletrobras vendeu o controle do Complexo Eólico Campos Neutrais – no qual investiu R$ 3,1 bilhões –, por R$ 500 milhões, à empresa Omega Energia com prejuízos enormes. Ou seja, o valor arrecadado corresponde a 17% do gasto de construção da usina localizada no extremo sul do Brasil, na região de fronteira com o Uruguai.

Dessa forma não há a busca de compensação mínima pela transferência da empresa do Estado, há uma negociata, na verdade. O complexo obteve, em 2017, lucro líquido de R$ 345 milhões, esta é uma denúncia é do Sindicato dos Engenheiros do Rio Grande do Sul (Senge-RS).

Esta “privatização” era um crime anunciado, ou seja, a entidade apresentou, em 2018, uma denúncia ao Ministério Público apontando a inconstitucionalidade do leilão dos Parques Eólicos do Complexo Campos Neutrais.

Há um verdadeiro desmonte das empresas do Estado. O complexo eólico em questão, é um colosso, Campos Neutrais foi inaugurado em 2011 e tem parques eólicos instalados nos municípios de Santa Vitória do Palmar e Chuí é considerada a maior empresa do gênero da América Latina. No total, são 583 MW de capacidade instalada.

O crime em questão é também uma burla a Lei. Segundo o diretor do Senge, Luiz Alberto Schreiner, a empresa não tinha a necessária autorização do Legislativo para realizar a venda, uma vez que a Lei 10.848/2004 contém exclusão expressa da Eletrosul do Plano Nacional de Desestatização e a Medida Provisória 814/2017 que permitiria a privatização da Eletrobras foi derrotada.

A política bolsonarista sobre aproveitar a ocasião e “fazer passar a boiada” também foi denunciada pelo sindicato que, critica ainda o fato dessa negociação ter ocorrido em plena pandemia do novo coronavírus, sem um debate com a sociedade.

Quem não se cabe de tanta alegria é o mercado financeiro e os bancos. A entrega da estatal a preço de bananas podres deve movimentar as Bolsas e, disfarçar a bancarrota mais completa do regime, mesmo que temporariamente.

O desmonte da empresa será seguido de massivo desemprego. É preciso uma greve do setor, ruma a greve geral e a luta pelo fora Bolsonaro para barrar o desmonte.

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