Política genocida
Justiça do Rio de Janeiro autoriza o fechamento de hospital de campanha do Maracanã mesmo durante a pandemia.
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Rio de Janeiro's Governor Wilson Witzel waves during a meeting with Brazilian President jair Bolsonaro and evangelical leaders at the Hilton Barra Hotel, Barra da Tijuca neighborhood in Rio de Janeiro, Brazil on April 11, 2019. (Photo by Mauro Pimentel / AFP)
O governador afastado do Rio de Janeiro, Wilson Witzel | Foto: Mauro Pimentel/AFP

O governo do Estado do Rio de Janeiro conseguiu autorização da justiça para fechar o hospital de campanha instalado no Maracanã. Os funcionários estão há três meses sem receber e aguardam também o pagamento da rescisão de contrato.

O hospital de campanha a ser fechado já estava há mais de três meses sem receber pacientes, fruto das ações dos governos federal, estadual e municipal em não testarem as pessoas, garantindo a flexibilização da economia como desejado pela burguesia.

Colchões, tomógrafo e outros equipamentos comprados e não usados mostram o quão mentirosa foi a política de “construção” de hospitais de campanha no Brasil. Gastaram-se somas vultuosas de recursos apenas para aumentar a quantidade de leitos e permitirem que o comércio fosse reaberto. Como pouco se testa, enquanto os hospitais, como o do Maracanã, ficam vazios, a população morre aos montes.

A COVID-19 continua matando no Rio de Janeiro. A Justiça, que tirou Wilson Witzel, agora vota pela manutenção da mesma política genocida do governador. Isto mostra que o impeachment de Witzel é uma farsa, arquitetada apenas para impedir que capitalizasse em cima da imensa desaprovação de Bolsonaro através de políticas demagógicas.

O fechamento de hospitais e a planejada reabertura de escolas, que está por um fio de ocorrer, são os acontecimentos da vez para os genocidas. O plano de esfolamento do povo para manutenção dos lucros da burguesia durante a crise é um ataque total aos trabalhadores. Tanto na esfera nacional, pela retirada de direitos e falta de assistência à população, quanto nas esferas estaduais e municipais, pelas políticas “faz-de-conta” implementadas por governadores e prefeitos que nada de “científicos” ou “civilizados” um dia tiveram.

O que se tem claro é que a retirada de Witzel, sem participação popular, não melhorará as condições de vida da população fluminense, pelo contrário, servirá apenas para tornar a situação política no Rio de Janeiro ainda mais confusa. Ainda mais que a própria esquerda carioca, representada principalmente pelo PSOL, comemora a queda de Witzel como uma vitória, sem atentar-se que não passa de uma manobra para enganar os mais tolos.

Apenas a mobilização da população, da esquerda, dos movimentos sociais e dos sindicatos poderá retirar do poder Bolsonaro e os demais golpistas, que utilizam sua posição para espoliar tudo que podem, e garantir o retorno a um ambiente minimamente “democrático” através de eleições gerais e da candidatura irrestrita do ex-presidente Lula.

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