Fora todos os golpistas
O governo do Amazonas organiza a reabertura das atividades a partir desta segunda (01). A capital Manaus, que declarou colapso na saúde pública há um mês, é a principal experiência
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Governador Wilson Miranda Lima (PSC) organiza a reabertura em meio ao crescimento da pandemia. | Maurílio Rodrigues/ Secom

O governador do estado do Amazonas, Wilson Miranda Lima (PSC), começou a reabertura gradual das atividades comerciais na capital Manaus a partir desta segunda-feira (01). O governo afirma que a retomada das atividades se justifica por causa da redução do avanço do Covid-19, que infectou 40,5 mil pessoas e deixou um saldo de 2 mil mortes.

O plano de reabertura prevê quatro ciclos progressivos:  o primeiro começa em 1º de junho; o segundo em 15 de junho; o terceiro em 29 de junho e o último a partir de 6 de julho. O governo passou a informação de que o plano foi definido de acordo com o mapeamento  e análise dos indicadores de evolução da pandemia, ocupação dos leitos de UTI e óbitos em Manaus. Nas cidades do interior, fica a cargo das prefeituras municipais a definição em relação à abertura. O Amazonas possui 62 municípios.

A Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas (Susam) divulgou que a taxa de ocupação de leitos de UTI, até este sábado (30), era de 71% e a taxa de UTI não-Covid era de 69%. Sobre a ocupação dos leitos clínicos, a taxa de ocupação era de 46% e os leitos não-Covid  em 56%.

Manaus foi a primeira cidade do país a declarar o colapso do sistema público de saúde, isso em torno de um mês atrás (01/05). Os dados demonstram que, apesar da velocidade do contágio ter diminuído e a taxa de ocupação de leitos de UTI ter decaído, a pandemia está longe de ser um problema superado. Quando da declaração do colapso pelas autoridades, constatou-se que as pessoas estavam amontadas em hospitais superlotados e dormindo no chão. Em um determinado momento, registravam-se 120 enterros por dia, o que levou o sistema funerário também ao colapso.

A burguesia organiza o retorno das atividades econômicas justamente no momento onde a doença assume grandes dimensões. Segundo dados oficiais, que são subestimados e refletem apenas uma parcela da realidade, são 515.865 casos confirmados de coronavírus e 29.416 mortes. Sem nenhuma preocupação com o aumento progressivo das infecções e mortes, os governos burgueses organizam a retomada das atividades econômicas, lançando a população massivamente em direção ao contágio e à morte.

Os lucros da burguesia estão em jogo, e esta pressiona os governos para que estes atendam seus interesses e permitam o retorno ao trabalho. Isso é mais uma demonstração de que a classe dos capitalistas concebem os trabalhadores como uma mercadoria produtora de valor, nada além disso. E, como mercadoria, estes devem servir para sustentar a burguesia, mesmo que isso signifique o adoecimento, a agonia e a morte. Afinal, com o aumento do desemprego e do exército industrial de reserva, a burguesia tem certeza de que encontrará mais mercadorias disponíveis entre os miseráveis.

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