Neoliberalismo na economia
Os ataques às organizações e aos direitos da classe trabalhadora por parte da política do Estado mínimo e do neoliberalismo
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Bolsonaro e Guedes
Bolsonaro e Paulo Guedes como representantes da política econômica neoliberal | Foto: Reprodução

O novo secretário especial de desestatização do governo Bolsonaro afirmou que o desenvolvimento econômico brasileiro só ocorrerá com a redução da participação do Estado na economia. Esta formulação representa a velha ideologia do “Estado mínimo” como formulação de uma política econômica conservadora neoliberal. Para estes sujeitos o caminho do desenvolvimento do capitalismo no país é o oposto do que a história brasileira registrou como momentos de desenvolvimento econômico. Tanto na Era Vargas, quanto nos governos Lula e Dilma, o desenvolvimento do capitalismo brasileiro só pôde se dar com uma participação intensiva do Estado na direção da acumulação capitalista. O que significaria então a política do “Estado mínimo”? Significa que o Estado nacional deveria abrir mão das políticas sociais como a saúde e a educação, ou seja das políticas em que o Estado garante benefícios para o conjunto dos trabalhadores, para que o mercado pudesse explorar estes serviços e colocá-los na lógica do lucro. Sairíamos de um cenário de direitos adquiridos para outro de tem benefício quem pode pagar. Por outro lado o aparelho repressivo do Estado não deveria ser mínimo, pelo contrário, deveria ser ampliado. O Tesouro Nacional deveria ser colocado apenas a serviço da salvaguarda do capital abrindo caminho para a defesa dos interesses do capitalismo monopolista. Logo percebemos que, segundo esta visão o Estado deve ser “mínimo” quando diz respeito ao oferecimento de serviços públicos à população e máximo na defesa dos interesses da burguesia.

A fala do secretário de desestatização revela toda a falácia do governo, a mesma falácia que pregou a reforma da previdência como meio de desenvolvimento econômico, a reforma foi feita, vários direitos da classe trabalhadora foram retirados e o desenvolvimento nunca chegou.

Na verdade o que está em jogo é um ataque frontal ao patrimônio público brasileiro e aos direitos dos trabalhadores. A política de desestatização é apenas mais um capítulo da política de ataque às organizações e aos direitos da classe trabalhadora de inspiração neofacista levada a efeito pelo governo Bolsonaro. Estes ataques frontais à classe trabalhadora  compõem a nova agenda burguesa quem vem sendo colocada em prática desde o governo golpista de Michel Temer, com o intuito de salvaguardar os interesses da burguesia e transferir os prejuízos acumulados diante da profunda crise do capitalismo para a classe trabalhadora. O que estes farçantes não podem dizer é que as forças que impedem o desenvolvimento capitalista no país não têm nada a ver com a presença do Estado na economia, elas têm origem nos interesses e nas práticas imperialistas que sugam quase toda a energia acumulada no esforço produtivo do país, principalmente através da cobrança de juros extorsivos sobre a dívida externa, excetuando-se aí a parcela que remunera a burguesia nacional. Não podem admitir isto exatamente porque são representantes internos dos interesses imperialistas no Brasil.

E olha que até agora estamos falando de desenvolvimento capitalista que pode ocorrer sem que nenhum benefício chegue para a classe trabalhadora. Pelo contrário este desenvolvimento se dá em prejuízo dos interesses fundamentais da classe que vive do trabalho. A saída para os trabalhadores vai no sentido oposto da agenda burguesa. É preciso derrubar pelas ruas o governo golpista e protofacista de Bolsonaro e empreender uma luta pela reestatização dos setores estratégicos já privatizados por este e por outros governos de inspiração neoliberal e contra a privatização de outros setores que estão ameaçados como os Correios e a Petrobrás. É preciso estatizar todos os serviços de educação e saúde e o sistema financeiro, para quebrar a espinha dorsal do capitalismo no país. A agenda operária e camponesa, portanto, vai no sentido oposto do apregoado pelo novo secretário de desestatização, pois a sua política visa atacar a classe que vive do trabalho. A presença do Estado na economia tem que ser ampliada e não reduzida os direitos da classe trabalhadora precisam avançar e não recuar! Fora Bolsonaro, fora secretário de desestatização e todos os golpistas!

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