Pandemia 10 x Futebol 0
O Ministério Público queria parar o futebol, mas a Federação Paulista de Futebol, os clubes, os empresários e João Doria, não!

Por: Redação do Diário Causa Operária

Com o genocídio assumindo proporções ainda mais terríveis em São Paulo e no Brasil, com mais de 500 mortes diárias em São Paulo e cerca de duas mil mortes por dia no país, o governo de São Paulo encabeçado pelo fascista João Doria mantém a política farsante que não coíbe a proliferação massiva da doença e em nada deve ao fascista Jair Bolsonaro, aliás São Paulo é o Estado em que disparadamente mais óbitos teve em todo o país e continua também com a mais alta média diária.

Neste sentido, no começo da semana o Procurador Geral de Justiça, Mario Sarrubo, pediu diretamente a João Doria a suspensão da disputa de campeonatos de futebol no Estado enquanto a Fase Vermelha perdurar. Mas o governador que mata com sua política mais de 500 pessoas por dia em seu Estado e que no pior momento da pandemia reabriu as escolas de todo o Estado expandindo a contaminação e a morte da população e dos trabalhadores em Educação, mais uma vez seguiu a recomendação daqueles que o sustentam, o mercado, a burguesia e também determinou que o futebol profissional continue em atividade, apesar dos leitos de UTI no Estado estarem com 100% de utilização em várias regiões, onde até mesmo respiradores já faltam.

Apesar do próprio ministro da saúde declarar no mesmo dia que o montante insuficiente de doses da vacina para a população em Março, será ainda mais rebaixado, ficando entre 22 e 25 milhões — cerca de 12% menor do que o intervalo de 25 a 28 milhões de doses anunciado pelo próprio ministro na última segunda-feira, dia 8 de março.

Nas horas que antecederam o anúncio muitos acharam que Dória paralisaria o campeonato, mas na guerra da pandemia, ele está do lado dos grandes capitalistas e assim também no futebol, seguiu e atendeu as pressões da Federação Paulista de Futebol (FPF), da Confederação brasileira de Futebol e também dos clubes.

Se antecipando ao anuncio a FPF, pressionou dizendo que não havia qualquer argumento científico que sustentasse a tese de que o futebol profissional gere aumento no número de casos. Para reforçar esta mentira que apenas favorece aos negócios que o futebol envolve colocou que possui um protocolo extremamente rigoroso, com acompanhamento médico diário e testagem em massa dos profissionais do esporte. E com uma possível paralisação deixaria expostos milhares de atletas, que não mais passariam a ter o controle médico diário e de testagem que os clubes e o futebol paulista oferece. Por detrás desta colocação também se vê que os atletas são meros números nesta conta, pois sequer a testagem dos atletas fora da atividade presencial nos clubes seria mantida.

O futebol também precisa parar, mesmo que seu impacto seja pequeno na proliferação geral da doença, são vidas. São cerca de 500 atletas em cada uma das três principais séries do Campeonato paulista, série A1, série A2 e série A3, num total de 1.500 atletas nas 3 séries, mas multiplicado por famílias, funcionários e outros trabalhadores tais números sobem muito. Nas últimas semanas, vários técnicos de futebol pelo país afora vieram a óbito, funcionários de clubes faleceram com a nova cepa e agora com a determinação do governador fascista de manutenção dos campeonatos de futebol em meio a explosão do genocídio, centenas de outras mortes serão produzidas também pelo futebol.

Mas João Doria e os golpistas no estado de São Paulo não ligam pra vidas, o governo do Estado mais rico do país também não oferece condições financeiras para a população mais carente se isolar e realiza desde o início um isolamento farsa, afinal em nada mudou o quadro geral, o transporte sempre esteve lotado do início da pandemia até agora, as escolas foram obrigadas por seu governo a reabrir no momento em que a mais perigosa cepa do Corona vírus se espalha pelo Estado, então para Doria, o futebol é peixe pequeno no quesito de poupar vidas.

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